USCS debate impacto da IA na formação docente
Em painel sobre o futuro da educação, a USCS reuniu especialistas para discutir a convergência entre IA e competências socioemocionais.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 03/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) promoveu, na última segunda-feira (2), um debate estratégico sobre os novos rumos do mercado de trabalho e da docência. Sob o tema “Formar para o Futuro – inteligência artificial, habilidades socioemocionais e mercado de trabalho”, o painel reuniu estudantes de pós-graduação stricto sensu e professores para analisar como as instituições de ensino podem responder a uma mudança global que ocorre em velocidade superior à atualização dos currículos acadêmicos.
O reitor da USCS, professor Leandro Prearo, mediou o encontro e comparou o momento atual à Revolução Industrial, porém com a aceleração característica da era da internet. “Tudo é muito mais acelerado do que conseguimos fazer na universidade. É algo que precisa ser discutido agora”, provocou o reitor na abertura do evento.
Potencializar, não substituir: O papel da IA na USCS
O painel contou com a participação da cientista de dados Emely Pujólli da Silva (Unicamp), que detalhou as etapas de desenvolvimento da IA e a importância das metodologias de prompt. Emely enfatizou que o papel do professor está em transformação, migrando de um transmissor de conteúdo para um curador de experiências de aprendizagem.
Entre os benefícios e restrições da IA discutidos na USCS, destacou-se que a tecnologia deve servir para potencializar a capacidade humana. A discussão foi complementada por Karen Cristine Teixeira, do Instituto Ayrton Senna, que trouxe dados sobre a importância das competências socioemocionais para a saúde mental e o bem-estar docente.
Experiência e Competências Socioemocionais
Para as especialistas, embora o domínio técnico continue fundamental, o foco da educação se deslocou. Outras habilidades ganharam protagonismo na carreira docente:
- Pensamento Crítico: Essencial para validar as informações geradas por IA;
- Resiliência Emocional: Necessária para lidar com a constante transição tecnológica;
- Autoeficácia: Impacto direto na identidade profissional e no desempenho dos alunos.
“Se deslocou a importância de somente passar o conteúdo para a importância da experiência na educação”, explicou Karen Teixeira. O debate na USCS reforçou que o desenvolvimento integral do estudante depende de um professor emocionalmente equilibrado e tecnologicamente capacitado.
O Futuro do Mercado de Trabalho
O evento encerrou com a conclusão de que a educação do futuro na USCS será marcada pela hibridização: o uso inteligente de algoritmos somado à insubstituível sensibilidade humana. A iniciativa consolida a universidade como um polo de vanguarda na discussão sobre tecnologia e humanismo no Grande ABC, preparando seus mestres e doutores para os desafios de um mercado de trabalho cada vez mais automatizado, porém carente de empatia e criatividade.