Ultrafarma: Ex-auditor fiscal denunciado por corrupção passiva

Este caso envolve um esquema de corrupção que movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas.

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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou uma denúncia contra sete indivíduos, incluindo Artur Gomes da Silva Neto, um ex-auditor fiscal da Receita Estadual (Sefaz), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Este caso envolve um esquema de corrupção que movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas.

Artur Gomes da Silva Neto, que foi exonerado do cargo em 21 de agosto, é o principal acusado. Sua mãe, Kimio Mizukami da Silva, também foi citada na denúncia sob a mesma acusação de lavagem de dinheiro.

Entre os demais denunciados estão Marcelo e Celso, além de Tatiane, que teve seu pedido de prisão domiciliar aceito. De acordo com informações apuradas pela CNN, Mário Otávio Gomes, diretor estatutário da Fast Shop, não foi incluído na denúncia após firmar um Acordo de Não Persecução Penal com o MPSP.

As investigações revelaram que Artur recebia propinas para manipular processos administrativos, facilitando a obtenção de créditos tributários para diversas empresas. Ele se encarregava de coletar a documentação necessária, protocolar os pedidos e assegurar o ressarcimento dos créditos de ICMS.

Os pagamentos mensais recebidos pelo auditor eram realizados através da empresa Smart Tax, registrada em nome de sua mãe. Segundo o MPSP, a Smart Tax operava como uma empresa de fachada, cuja sede era a residência do auditor. Apesar de estar formalmente registrada sob o nome da mãe – uma professora aposentada sem conhecimento técnico em consultoria tributária – Artur era quem realmente administrava as operações da empresa.

Atualmente, Artur está detido desde o dia 12 deste mês em São Paulo, aguardando o desenrolar do processo judicial.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 30/08/2025
  • Fonte: Sorria!,