Último dia do Seminário de Educação tem auditórios repletos

Seminário de Educação de Mauá apresenta experiência acadêmica dos profissionais

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“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”, dizia o físico Alberto Einstein. Esse raciocínio vai ao encontro da proposta do Seminário de Educação de Mauá 2013, mais uma atividade de formação continuada dos profissionais da rede de ensino. Os dois dias do evento, quinta (21) e sexta-feira (22), organizado pela Secretaria de Educação, teve 14 colóquios e 37 mesas-redondas.

O processo de inscrição dos dois mil profissionais da rede municipal de ensino foi feito inteiramente pela internet, por intermédio do site dedicado à Educação à Distância, formulado pela própria equipe da Secretaria. Assim, os participantes puderam conferir a programação, o currículo dos palestrantes e o conteúdo das mesas redondas de seu interesse e decidir por áreas afins. “Este momento foi fundamental no processo permanente de formação dos professores e também para a valorização da equipe”, considerou a secretária de Educação, Lairce de Aguiar.

Foram 36 assuntos diferentes, iniciando com a palestra sobre ‘Criatividade’, passando por temas sobre docência, aprendizagem de crianças com deficiência, neurolinguística, cultura e História do negro no Brasil, aspectos sociológicos da sociedade, desenvolvimento econômico, entre outros. Os auditórios do Centro de Formação dos Professores ‘Dr. Miguel Arraes’ foram os que mais acolheram professores e funcionários da Prefeitura. Algumas mesas e palestras aconteceram também no salão do Clube Independente, na Escola Preparatória da Universidade Federal do ABC (UFABC) e Escola Municipal Cora Coralina.

Os professores Sandra Chinchio, Antonio Coelho e Nelson Tucci Vieira abordaram um importante trabalho em âmbito municipal, que será estendido no próximo ano para toda a rede de 39 escolas: a Educação Patrimonial. Para facilitar o trabalho do professorado, os três montaram um aplicativo disponibilizado em compact disc (CD), com todos os patrimônios tombados, os não tombados e os que deixaram de existir na cidade. Ele permite a navegação por estes pontos, georeferenciados no mapa da cidade, com o histórico e as condições atuais dos patrimônios, como o rio Tamanduateí, Samba Lenço e o Parque do Guapituba, por exemplo.

Em outro momento do Seminário, uma das atividades mais descontraídas resultou no sorriso de 200 pessoas, durante a exposição do trabalho da professora Ivone Engelmann, pós-graduada em Neurolinguística. Falando sobre bom humor e a capacidade de rir de si próprio, a professora levou o público à reflexão sobre as próprias atitudes e a capacidade de se melhorar. Esta mesa foi repetida quatro vezes, com grande participação.

Em determinado trecho, os participantes entoaram a música ‘Epitáfio’, da banda de rock Titãs. Ivone pediu que o refrão recebesse palmas quando fosse cantado. Ela explicou que o som da própria voz e das palmas libera a descarga de endorfina no cérebro, o que provoca a sensação de bem estar. “A gente precisa saber dessas coisas para podermos mudar o nosso jeito de dar aula, se atualizar, né?”, comentou a professora Maria Aparecida, enquanto dançava. A intenção de Ivone é que seus colegas, a partir da reflexão sobre as próprias atitudes e munidos destas informações, possam levar mais descontração às suas aulas e melhorar a qualidade do aprendizado.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 22/11/2013
  • Fonte: FERVER