UE: Reunião do G-20 foca Terrorismo

Líderes do G-20 devem mostrar determinação na luta contra o Estado Islâmico. Terrorismo e preocupação com refugiados dominam reunião de Brics

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Os líderes do G-20 devem concentrar suas ações na Síria na luta contra o Estado Islâmico e não direcionar sua oposição ao regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, disseram os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia neste domingo, quando começa a reunião do grupo, em Antália, na Turquia.

“Nosso objetivo comum é coordenar a nossa ação contra o Estado Islâmico”, disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, antes da reunião dos líderes.

“As ações russas no terreno na Síria devem se focar mais no grupo extremista”, disse Tusk. “Não podemos aceitar quaisquer ações contra o regime sírio”.

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, exortou os europeus a não confundirem os terroristas em Paris – um dos quais é suspeito de ter entrado na União Europeia (UE) através da Grécia com um passaporte sírio – com os refugiados que procuram abrigo no bloco.

“Nós não devemos misturar as diferentes categorias de pessoas que vêm para a Europa. O responsável pelos ataques em Paris é um criminoso e não um refugiado e não um requerente de asilo”, disse Juncker.

Juncker disse que a UE precisava continuar a se concentrar em proteger suas fronteiras e manter a sua abordagem de conceder asilo às pessoas necessitadas. “Eu não vejo a necessidade de mudar a nossa abordagem geral”, disse ele. Fonte: Dow Jones Newswires.

TERRORISMO E PREOCUPAÇÃO COM REFUGIADOS DOMINAM REUNIÃO DE BRICS NO G-20
O terrorismo dominou os discursos dos líderes do grupo dos cinco maiores países emergentes do mundo – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – na abertura da reunião dos Brics realizada nesta manhã em um hotel na cidade turca de Antália.

A presidente Dilma Rousseff citou nominalmente o Estado Islâmico e o classificou de organização terrorista. Já o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, pediu cautela e lembrou que nem todo “refugiado por ser marcado como ligados ao terrorismo”. Rússia, China e Índia também expressaram condolências e pediram uma ação conjunta contra o terror.

Na sessão de abertura da reunião dos Brics realizada paralelamente ao encontro das 20 maiores economias do mundo, Dilma expressou condolências ao povo russo – pela queda do avião no Egito – e aos franceses – pelos atentados em Paris. Os atos na capital francesa foram classificados por Dilma como “barbárie praticada pela organização terrorista Estado Islâmico”. “Essas atrocidades tornam ainda mais urgente uma ação conjunta de toda a comunidade internacional no combate ao terrorismo”, disse.

O presidente sul-africano também expressou dor pelos ataques em Paris, mas usou um tom cauteloso. “Refugiados estão em busca de paz e uma vida melhor e não devem ser arcados como ligados ao terrorismo. Os atentados não querem dizer que todo refugiado é terrorista”, disse na abertura da reunião dos grandes emergentes. Zuma disse que “uma ação coletiva é imperativa” para resolver o problema.

China, Rússia e Índia também condenaram o atentado terrorista em Paris e expressaram condolências ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, e ao povo russo pela queda do avião da companhia russa MetroJet no Egito.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 15/11/2015
  • Fonte: Farol Santander São Paulo