UBS de SBC promove roda de conversa sobre autismo
UBS Nazareth realiza roda de conversa para conscientizar sobre o autismo e fortalecer o suporte às famílias atípicas
- Publicado: 28/04/2026 19:15
- Alterado: 28/04/2026 19:15
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: PMSBC
A UBS Nazareth, em São Bernardo do Campo, promoveu na última quinta-feira (23) uma roda de conversa voltada à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O evento, realizado em alusão à campanha Abril Azul, utilizou a sala de espera da unidade para envolver pacientes e funcionários em um diálogo sobre a realidade e as necessidades das famílias atípicas no cotidiano do município.
O encontro contou com o depoimento de Josiane Pereira da Silva Augusto, mãe de Robert, de 18 anos, que possui diagnóstico de autismo e TDAH. Acompanhada pelo filho, ela compartilhou as dificuldades enfrentadas pelas mães que muitas vezes cuidam sozinhas de seus filhos e ressaltou como pequenos gestos de empatia da sociedade podem aliviar a carga emocional dessas famílias.
O papel da UBS no diagnóstico e suporte

Durante a atividade, os profissionais da UBS reforçaram que a Unidade Básica de Saúde funciona como a porta de entrada para o suporte especializado em São Bernardo. É a partir do acolhimento na atenção primária que as famílias recebem os encaminhamentos necessários para a rede de reabilitação.
- CER-IV: Centro Especializado em Reabilitação para tratamentos multidisciplinares.
- TEAcolhe: Ambulatório municipal específico para o acompanhamento de pessoas com TEA.
- Rede de Apoio: Acompanhamento domiciliar realizado por Agentes Comunitárias de Saúde (ACS).
“É na atenção primária que os atendimentos começam e daqui há o encaminhamento para as especialidades que forem necessárias”, explicou o médico Vinicius Milani.
Visibilidade e combate ao preconceito

Para a equipe da UBS, realizar a ação em um ambiente aberto e decorado tem como objetivo principal “naturalizar” o tema e combater o julgamento público. Josiane enfatizou que a falta de informação ainda é a maior barreira, manifestando-se muitas vezes através de olhares críticos durante crises sensoriais dos filhos em locais públicos.
A troca de experiências também serviu como formação para os próprios funcionários. De acordo com as Agentes Comunitárias de Saúde, o diálogo constante ajuda a equipe a preparar melhor o ambiente para receber esses pacientes, garantindo que o atendimento respeite as particularidades de cada indivíduo e assegure seus direitos fundamentais.