Tuneladora da Linha 2-Verde abre votação para escolher nome
O Governo de São Paulo abre votação pública para batizar a nova máquina de escavação do Metrô. A homenagem destaca grandes mulheres do país.
- Publicado: 18/03/2026 11:24
- Alterado: 18/03/2026 11:24
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
A Tuneladora da Linha 2-Verde precisa de uma identidade. O Governo de São Paulo abriu nesta quarta-feira (18) uma votação pública na Agência SP para escolher o nome do novo equipamento. A tradição estadual exige uma homenagem de peso. Março marca o Mês da Mulher e dita a regra de batizar as gigantescas escavadeiras com nomes de figuras femininas históricas.
O popular tatuzão desembarcou recentemente no Porto de São Sebastião. A máquina assumirá a escavação entre as futuras estações Penha e Dutra, conectando a capital paulista ao limite com Guarulhos. O projeto representa um marco logístico. A engenharia de ponta exige maquinário capaz de perfurar túneis e instalar anéis de concreto com máxima precisão.
A grandiosidade da Tuneladora da Linha 2-Verde
Máquinas anteriores receberam nomes de gigantes como Lina, Tarsila e Cora Coralina. A nova Tuneladora da Linha 2-Verde ostenta o cobiçado título de maior da América Latina. O Metrô de São Paulo e as secretarias estaduais selecionaram as três finalistas com base no impacto transformador que essas mulheres deixaram.
O equipamento impressiona pelos números absolutos de sua estrutura:
- Comprimento de 133 metros;
- Diâmetro total de 11,67 metros;
- Peso bruto de 2.600 toneladas.
O público detém o poder de decisão. As candidatas abriram caminhos em setores dominados por homens e moldaram a sociedade de sua época. Hebe Camargo, Inezita Barroso e Maria Esther Bueno formam a tríade da disputa.
Conheça as finalistas da votação
Hebe Camargo (1929-2012)
A comunicação brasileira carrega o DNA de Hebe. A apresentadora nasceu no Dia Internacional da Mulher e foi eleita a Rainha da Televisão em 1960. A Rádio Record descobriu seu talento aos 13 anos. Hebe participou da primeira transmissão televisiva no Brasil em 1950. Ela liderou o primeiro programa feminino e ditou o ritmo do horário nobre por seis décadas ininterruptas.
Inezita Barroso (1925-2015)
Inezita salvaguardou a cultura popular nacional. A pesquisadora e cantora cresceu na São Paulo rural e dominou o violão logo aos sete anos. Fã de Mario de Andrade, formou-se em Biblioteconomia. Dedicou a vida ao registro das autênticas modas de viola. A artista imortalizou sua voz em cerca de 80 discos e ancorou o clássico “Viola, Minha Viola” na TV Cultura.
Maria Esther Bueno (1939-2018)
O esporte nacional reverencia Maria Esther Bueno. Ela permanece como a maior atleta do tênis na América Latina. O Clube de Regatas Tietê lapidou a jovem que conquistaria o campeonato brasileiro aos 15 anos. A tenista enfileirou 71 títulos de simples nas quadras internacionais.
A tenista entrou para o Livro dos Recordes ao vencer a final do US Open de 1964 em fulminantes 19 minutos contra Carole Caldwell Graebner.
O legado destas mulheres transcende gerações. A escolha agora recai sobre os paulistas. Acesse o portal da Agência SP e defina qual lenda batizará a Tuneladora da Linha 2-Verde nos próximos anos de obras.