Tudo sobre o ataque em Paris

O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelos ataques terroristas que mataram 127 pessoas em Paris. François Hollande, considerou os ataques um "ato de guerra"

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O presidente francês, François Hollande, disse há pouco que o grupo Estado Islâmico orquestrou o pior ataque na França desde a Segunda Guerra Mundial e prometeu revidar.

Hollande disse após a reunião de segurança de emergência, neste sábado, que o número de mortos oficial subiu para 127, na série de ataques simultâneos na sexta à noite. No entanto, outras fontes afirmam que as vítimas fatais já passam de 150.

O presidente declarou três dias de luto nacional e colocou a segurança da nação em seu nível mais alto. Ele disse que a França “vai ser implacável para com os bárbaros do Estado Islâmico”. “A França vai agir por todos os meios em qualquer lugar, dentro ou fora do país”. A França já está bombardeando alvos dos extremistas na Síria e no Iraque e tem tropas lutando com extremistas na África.

Mais cedo, o Vaticano condenou “da maneira mais radical” os ataques terroristas em Paris. O reverendo Federico Lombardi disse em um comunicado que a madrugada de sábado foi “um atentado à paz para toda a humanidade”.

Lombardi disse que o Vaticano estava rezando pelas vítimas, feridos e por todos os franceses.

ESTADO ISLÂMICO DIZ QUE ATENTADOS FORAM RETALIAÇÃO A ATAQUES FRANCESES
O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelos ataques terroristas que mataram 127 pessoas em Paris, dizendo que foi uma retaliação aos ataques aéreos franceses à Síria e ao Iraque, em uma declaração publicada em redes sociais. A autenticidade da declaração do grupo não pôde ser confirmada até o momento.

A França é um membro da coalizão liderada pelos Estados Unidos que tem como alvo unidades do Estado Islâmico no Iraque.

FRANÇA DECLARA ESTADO NACIONAL DE EMERGÊNCIA APÓS ATAQUES EM PARIS
O presidente da França, François Hollande, afirmou em um comunicado na televisão francesa que as fronteiras do país serão fechadas e declarou estado nacional de emergência, após uma série de ataques em Paris que mataram dezenas de pessoas e deixaram muitos feridos.

Hollande afirmou que todas as forças de segurança do país foram mobilizadas, inclusive o Exército, que será enviado para proteger Paris. Alguns locais públicos e estradas serão fechadas em toda a França.

Hollande declarou que ao fechar as fronteiras da França irá garantir que ninguém poderá entrar no país para cometer mais ataques e que os responsáveis pelas ações poderão ser encontrados, caso tentem fugir da França.

“É uma experiência terrível que, mais uma vez, nos atingiu. Nós sabemos de onde isso vem, quem são esses criminosos e terroristas. Não há motivo para pânico, mas a França está preparada para defender-se”, disse Hollande

MINISTRO FRANCÊS DIZ QUE AUTORIDADES PODEM IMPOR TOQUE DE RECOLHER SE NECESSÁRIO
O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, deu carta branca para as autoridades locais decretarem toques de recolher caso necessário, podendo cancelar shows e bloquear áreas que estariam sob ameaça. Cazeneuve disse, há pouco, em um discurso transmitido pela televisão francesa, que todas as manifestações públicas estão proibidas até quinta-feira (19).

Cazeneuve decretou outras medidas de segurança reforçadas em todo o país, incluindo a presença de milhares de soldados e policiais e de proteção especial para prédios públicos. Ele afirmou ainda que irá intensificar o controle de passageiros em viagem à França. O ministro prometeu transparência e vigor nas investigações

Em Viena, o ministro do Exterior, Laurent Fabius, disse que ordenou um aumento da segurança nas embaixadas francesas e outros locais no exterior.

“Eu tomei algumas medidas a fim de que os nossos locais – isso é para dizer nossas embaixadas, consulados, institutos culturais – estão protegidos,” disse a jornalistas ao sair de conversações sobre o conflito na Síria em Viena.

DILMA CLASSIFICA COMO BARBÁRIE ATENTADOS EM PARIS
A presidente Dilma Rousseff usou o seu microblog twitter para repudiar os atentados terroristas em Paris, nesta sexta-feira, 13, que classificou como “barbárie”. “Consternada pela barbárie terrorista, expresso meu repúdio à violência e manifesto minha solidariedade ao povo e ao governo francês”, disse Dilma. A presidente está a caminho da Turquia, onde vai participar da reunião do G-20. Ela decolou de Brasília às 15 horas e como seu avião possui sistema de internet, ela foi informada dos atentados e decidiu se manifestar, condenando os ataques.

Por volta das 22h30, hora de Brasília, o avião presidencial fará uma escala para abastecimento, já que o Airbus não possui autonomia para voar direto de Brasília para a Turquia. A chegada de Dilma e sua comitiva à Antália está prevista para às 9h30 da manhã deste sábado, 14.

VIOLÊNCIA EM PARIS É UM “ATAQUE EM TODA A HUMANIDADE”, DIZ OBAMA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que os ataques que ocorreram em Paris na noite de sexta-feira são atos de terrorismo e prometeu ajudar o governo da França a encontrar os responsáveis.

Os ataques, disse Obama em um comunicado na Casa Branca, não foram apenas em Paris, mas foram um “ataque em toda a humanidade”.

“Nós iremos fazer tudo o que for preciso para trabalhar com o povo francês e com os países ao redor do mundo para trazer esses terroristas à justiça e para ir atrás de qualquer grupo terrorista que ataca nossos povos”, declarou Obama.

Obama falou com repórteres sobre o ataque antes de sua viagem para o encontro do G-20 na Turquia. Na agenda do evento, um dos pontos principais é a luta contra o Estado Islâmico e a crise na Síria.

ATAQUES EM PARIS VÃO MUDAR A DINÂMICA DAS REUNIÕES DE OBAMA NO ENCONTRO DO G-20
A ansiedade mundial provocada por uma série de ataques mortais por parte do Estado Islâmico em Paris deu uma nova urgência para os próximos encontros do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com líderes mundiais na reunião do G-20, na Turquia.

Os atentados na França – que mataram pelo menos 127 pessoas – vão mudar dramaticamente a dinâmica das conversações na cidade turca de Antália, que fica a algumas centenas de quilômetros da fronteira com a Síria.

“Nós vamos fazer o que for preciso para trabalhar com os franceses e as nações ao redor do mundo para levar esses terroristas à Justiça, e perseguir qualquer rede terrorista que persegue nosso povo”, disse Obama, em declarações na Casa Branca pouco depois dos ataques.

O presidente francês, François Hollande, afirmou que os militantes do Estado Islâmico estão por trás dos ataques e o grupo extremista assumiu a autoria neste sábado. O governo norte-americano ainda não afirmou se acredita que o grupo jihadista seja responsável pela carnificina.

Obama estava prestes a deixar Washington na tarde deste sábado para uma viagem que inclui paradas na Malásia e nas Filipinas. Ele também viajaria para Paris em duas semanas, para uma conferência do clima – embora existam dúvidas se a reunião será realizada na capital francesa, dadas questões de segurança dos líderes mundiais.

Espera-se que a segurança seja extremamente reforçada na Turquia para o encontro de dois dias em Antália, onde muitos suspeitos militantes do Estado Islâmico foram detidos recentemente.

Antes das negociações de Obama na Turquia, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, estava reunido em Viena com líderes russos, turcos e de outras nações, incluindo a Síria.

Autoridades norte-americanas minimizaram as perspectivas de um avanço iminente para acabar com a guerra civil na Síria e derrotar os militantes que tiram vantagem do caos. Susan Rice, assessora de Segurança Nacional de Washington, afirmou que o objetivo era simplesmente fazer um “progresso incremental”.

A primeira reunião de Obama na Turquia será com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 14/11/2015
  • Fonte: FERVER