Decreto de Trump volta a restringir entrada de cidadãos de 12 países
Proibição migratória entra em vigor nesta segunda-feira
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 08/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
Um novo decreto do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, restabelece a proibição de entrada de cidadãos de 12 países, com início à 0h01 desta segunda-feira, 9 de junho (horário de Washington, DC). A medida inclui Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen.
Além desses, outros sete países: Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela sofrerão restrições parciais, afetando determinados tipos de vistos. A justificativa da administração Trump envolve falhas na triagem de segurança, baixa cooperação com os EUA para repatriações e risco de terrorismo.
Trump citou como argumento um ataque ocorrido no Colorado, praticado por um imigrante egípcio em situação irregular. Apesar disso, o Egito não está incluído na nova lista de restrição.
Exceções previstas no decreto
Embora seja uma medida ampla, o decreto estabelece exceções. Estão isentos cidadãos que já possuem vistos válidos antes da data de vigência, residentes permanentes, familiares de cidadãos americanos, diplomatas, atletas e participantes de eventos globais. Também ficam de fora os afegãos com vistos especiais (SIVs).
Ainda assim, a medida levanta preocupações entre estudantes internacionais, especialmente do Irã e Venezuela, e universidades já alertam seus alunos sobre possíveis dificuldades para renovar vistos ou retornar ao país.
Reações internacionais e impacto humanitário
A decisão provocou críticas de organizações de direitos humanos e entidades humanitárias, que consideram a medida discriminatória. A Oxfam, por exemplo, declarou que a medida prejudica refugiados que fogem de conflitos armados e pobreza extrema.
Na esfera diplomática, o Chade anunciou que poderá adotar medidas de reciprocidade contra cidadãos norte-americanos. Nos Estados Unidos, comunidades imigrantes demonstram apreensão. Na região da Baía de São Francisco, que abriga milhares de pessoas provenientes dos países afetados, relatos de medo e insegurança têm se multiplicado.
Casos como o de uma família afegã tentando trazer uma sobrinha para os EUA ilustram os efeitos imediatos do decreto. Com a nova medida em vigor, o pedido de entrada foi negado, gerando incertezas sobre o futuro da jovem.