Trump lança site sobre Covid-19 com críticas a Biden, Fauci e OMS
Site promovido por aliados de Trump levanta suspeitas sobre a origem do coronavírus, critica medidas sanitárias e ataca adversários políticos
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 18/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A equipe do ex-presidente Donald Trump divulgou na última sexta-feira (18) um novo site voltado à pandemia de Covid-19. A plataforma, segundo seus idealizadores, tem como objetivo apresentar “informações alternativas” sobre a crise sanitária, mas também serve como ferramenta política ao levantar suspeitas sobre a origem do vírus e atacar adversários políticos.
Entre os principais alvos das críticas estão o ex-presidente Joe Biden, o ex-diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Anthony Fauci, e a Organização Mundial da Saúde (OMS). O conteúdo do site reforça a tese de que o coronavírus teria escapado de um laboratório na China, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada por investigações científicas conclusivas.
Medidas sanitárias são alvo de contestação
O site lançado por aliados de Trump também questiona diversas estratégias adotadas durante a pandemia, como o uso obrigatório de máscaras, as medidas de distanciamento social e os períodos de confinamento. Essas ações, amplamente recomendadas por autoridades de saúde em todo o mundo, são retratadas no conteúdo como exageradas ou prejudiciais.
Durante seu mandato, Trump adotou uma postura crítica em relação à OMS. Ele iniciou o processo de retirada dos Estados Unidos da entidade ainda em 2020, alegando que o órgão teria agido de forma conivente com o governo chinês nos estágios iniciais da pandemia. Os EUA, até então, eram os principais financiadores da organização.
Origem do vírus ainda é debatida
A origem do SARS-CoV-2 continua sendo tema de debate entre cientistas e agências de inteligência. Em janeiro, um porta-voz da CIA revelou que a agência considerava “mais provável” a hipótese de um vazamento acidental de laboratório, embora tenha destacado que essa avaliação era feita com “baixa confiança” e que a origem natural ainda não poderia ser descartada.
Por sua vez, o governo chinês reagiu às alegações reafirmando seu apoio às investigações científicas internacionais. Autoridades de Pequim acusaram os Estados Unidos de politizar um assunto de interesse global e rejeitaram a narrativa de que o vírus teria sido artificialmente criado ou escapado de um laboratório.
Desde o início da crise sanitária, Anthony Fauci tornou-se uma das figuras centrais no combate à pandemia e, por isso, também foi alvo frequente de ataques e ameaças. Trump, inclusive, teria ordenado o fim da proteção pessoal oferecida a Fauci, afirmando que o médico deveria cuidar da própria segurança.