Trump nega erro e afirma não ter visto vídeo completo com os Obama
Após a repercussão de postagem polêmica, Donald Trump diz que apenas o início do conteúdo foi revisado antes da publicação.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 07/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quebrou o silêncio na noite desta sexta-feira (6) sobre a postagem de um vídeo em suas redes sociais que retratava o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos. Em conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que não viu o conteúdo completo da gravação de um minuto antes de dar ordem para sua equipe publicá-lo, alegando que o foco da postagem era reforçar suas teses sobre fraudes nas eleições de 2020.
“Eu olhei para a primeira parte e era realmente sobre a fraude eleitoral nas máquinas. Então, passei para o pessoal. Geralmente, eles olham tudo, mas acho que alguém não olhou”, justificou o republicano, minimizando a responsabilidade direta sobre o trecho final de dois segundos que gerou indignação global.
Recusa de desculpas por parte de Trump e defesa da equipe
Mesmo diante da forte pressão de líderes democratas e de críticas vindas de dentro do próprio Partido Republicano — como as do senador Tim Scott, que classificou a postagem como “a coisa mais racista já vista vinda desta Casa Branca” —, Trump foi enfático ao dizer que não pedirá desculpas. “Não, eu não cometi um erro. Eu olho milhares de coisas todos os dias”, declarou o presidente.
O vídeo permaneceu no ar por cerca de 12 horas antes de ser removido. A Casa Branca, que inicialmente tentou classificar a reação dos críticos como “indignação falsa” e sugeriu que o vídeo era apenas uma paródia de O Rei Leão, mudou o tom posteriormente, afirmando que um funcionário postou o conteúdo “por engano”.
Impacto na imagem e relações institucionais
A repercussão após o pronunciamento de Trump manteve o clima de tensão em Washington. Enquanto o presidente reafirma ser “a pessoa menos racista do mundo”, opositores como o governador da Califórnia, Gavin Newsom, e o líder democrata Hakeem Jeffries, continuam a exigir uma postura mais firme de condenação por parte dos líderes do Congresso.
Trump tentou suavizar o impacto ao afirmar que “também não gostaria” da imagem se a tivesse visto, mas insistiu que a publicação era “muito forte” em termos de denúncia eleitoral. A estratégia de defesa foca em deslocar a culpa para um erro administrativo de assessores, tentando preservar a narrativa de que o alvo principal eram as urnas, e não o casal Obama.
O uso de memes e IA na comunicação oficial
Especialistas em comunicação política destacam que este incidente levanta novos alertas sobre o uso de inteligência artificial e memes de procedência duvidosa na conta oficial do presidente. Esta não é a primeira vez que postagens de Trump precisam ser apagadas após gerarem crises diplomáticas ou éticas.
A partir de agora, o foco da administração será tentar dissipar as acusações de racismo estrutural enquanto se prepara para as eleições de meio de mandato, onde o voto de minorias será decisivo. Por enquanto, o posicionamento oficial de Trump é de que houve uma falha de revisão técnica, e não um ato intencional de sua parte.