Trump diz que os EUA querem ‘ajudar a China, não prejudicá-la’
Trump busca diálogo com a China, apesar de tarifas elevadas. Tensão comercial aumenta após novas restrições de Pequim sobre minerais raros.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 12/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Neste domingo (12), o presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos estão dispostos a “ajudar a China, não prejudicá-la“, adotando uma postura conciliadora após ter anunciado uma tarifa adicional de 100% sobre produtos da segunda maior economia mundial.
As afirmações de Trump na sexta-feira (10), junto com sua ameaça de cancelar uma reunião agendada com o presidente chinês, Xi Jinping, prevista para o final deste mês, impactaram negativamente o mercado financeiro, levando as ações de Wall Street a um declínio significativo. Os investidores expressaram preocupação com a possibilidade do ressurgimento de uma guerra comercial entre Washington e Pequim.
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“Não se preocupem com a China, tudo ficará bem! O respeitado presidente Xi acabou de passar por um momento difícil. Ele não deseja uma depressão econômica em seu país, e eu também não“, afirmou Trump em sua rede social Truth Social.
A tensão comercial foi reativada por Trump devido a novas restrições impostas pela China sobre as exportações de minerais de terras raras. Em resposta, o presidente americano anunciou tarifas adicionais e controles mais rigorosos sobre softwares considerados estratégicos, que entrarão em vigor em 1º de novembro.
Por outro lado, o governo chinês acusou Washington de agir de maneira injusta. Neste domingo, o Ministério do Comércio da China qualificou as ameaças tarifárias como um “exemplo típico de dupla moral”. O ministério destacou que os EUA têm intensificado suas pressões econômicas contra Pequim desde setembro.
“Ameaçar constantemente com tarifas elevadas não é a melhor maneira de lidar com a China”, acrescentou a pasta em um comunicado.
A nova tarifa de 100% será adicionada aos 30% já cobrados em média sobre produtos chineses ao entrarem nos Estados Unidos, enquanto as tarifas retaliatórias da China permanecem em 10%. Os minerais de terras raras são essenciais na produção de diversos itens, incluindo smartphones, veículos elétricos, equipamentos militares e componentes para energias renováveis.
Falha na comunicação
Jamison Greer, representante comercial dos Estados Unidos, informou neste domingo que os EUA tentaram contatar a China por meio de uma ligação telefônica após anunciarem a expansão dos controles sobre as exportações de terras raras. Contudo, Pequim adiou essa comunicação e acusou Washington de aplicar “padrões duplos“.
Greer comentou: “Posso afirmar que não fomos notificados previamente. Assim que tomamos conhecimento por fontes públicas, procuramos contato com os chineses, mas eles protelaram”, referindo-se à medida como uma “tomada de poder” por parte da China.
Em um relato veiculado pela emissora estatal CCTV, o Ministério do Comércio chinês defendeu suas restrições sobre as exportações dos elementos e equipamentos relacionados às terras raras. No entanto, não foram impostas novas taxas sobre produtos americanos. As autoridades chinesas justificaram as restrições devido à preocupação com aplicações militares desses elementos em um cenário marcado por frequentes conflitos armados.
Além disso, Pequim destacou que os Estados Unidos incluíram empresas chinesas em uma lista negra comercial e impuseram taxas portuárias sobre navios vinculados à China.