Trump confirma tarifas de 50% sobre produtos do Brasil a partir de agosto
Taxa é a mais alta entre as definidas pelos EUA e entra em vigor no dia 1º; governo brasileiro busca adiar medida
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 27/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste domingo (27) que as novas tarifas sobre produtos importados de diversos países, incluindo o Brasil, entrarão em vigor no dia 1º de agosto. A sobretaxa aplicada aos produtos brasileiros será de 50%, o maior percentual entre as nações atingidas.
“A data de 1º de agosto está mantida para todos”, declarou Trump durante uma entrevista coletiva na Escócia, ao lado de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. A medida é parte da estratégia do governo norte-americano para pressionar países a renegociar termos comerciais considerados “injustos” com os Estados Unidos.
Pressão sobre o Brasil e reações internacionais
A sobretaxa de 50% ao Brasil se destaca por ser superior à imposta a países como Vietnã (20%), Coreia do Sul (25%) e até mesmo à União Europeia (30%). Apenas cinco países conseguiram firmar acordos comerciais com os Estados Unidos antes da entrada em vigor das tarifas: Reino Unido, Vietnã, Indonésia, Filipinas e Japão.
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, reforçou que não haverá prorrogação. “Não haverá prorrogação nem mais períodos de carência. Em 1º de agosto as tarifas serão fixadas. Entrarão em vigor. As alfândegas começarão a arrecadar o dinheiro”, afirmou em entrevista à Fox News. Ainda assim, segundo ele, os Estados Unidos manterão as portas abertas para negociações.
Empresários brasileiros têm pressionado o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar adiar o início da cobrança, buscando tempo para negociação ou adaptação ao novo cenário.
Histórico de tensões comerciais
As tarifas fazem parte de uma política mais ampla adotada por Trump desde abril. Na ocasião, o presidente anunciou uma taxa de 10% para a maioria dos países, com o objetivo de incentivar a reindustrialização dos Estados Unidos. “Queremos trazer empregos e fábricas de volta ao nosso país”, disse Trump na época, durante uma cerimônia na Casa Branca.
As medidas anteriores provocaram forte reação negativa nos mercados financeiros globais. Em abril, o governo norte-americano chegou a suspender algumas das tarifas por 90 dias, com exceção daquelas destinadas à China. Posteriormente, o presidente recuou em relação à aplicação sobre smartphones e computadores.
No fim de maio, um tribunal comercial bloqueou a maior parte das tarifas impostas por Trump, alegando que o presidente teria excedido sua autoridade legal. No entanto, a decisão foi revertida temporariamente por um tribunal federal de apelação, permitindo que as cobranças fossem retomadas até o julgamento definitivo.