Trump avalia possibilidade de compra da Groenlândia
Casa Branca confirma que o presidente Donald Trump discute aquisição do território para frear influência da Rússia e China no Ártico.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 07/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A administração de Donald Trump voltou a colocar a compra da Groenlândia no centro da agenda de segurança nacional dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (7), a Casa Branca confirmou oficialmente que o presidente e sua equipe de inteligência estão debatendo intensamente a possibilidade de fazer uma oferta formal pelo território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca.
Segundo a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, o interesse de Trump não é meramente imobiliário, mas uma peça-chave em um tabuleiro de xadrez geopolítico que visa proteger as fronteiras do Norte e garantir a soberania americana em uma região cada vez mais cobiçada por potências rivais.
O fator Segurança Nacional na visão de Trump
Para o governo americano, a Groenlândia ocupa uma posição geográfica insubstituível. O presidente Trump acredita que a aquisição seria uma medida decisiva para conter o avanço da agressão russa e chinesa na região do Ártico, onde novas rotas comerciais e depósitos de recursos naturais estão se tornando acessíveis devido ao degelo.
“O presidente vê a segurança nacional como prioridade absoluta”, destacou Leavitt durante coletiva. A ideia central é que, sob controle direto de Washington, a ilha funcionaria como um escudo estratégico, fortalecendo a presença militar dos EUA em um ponto onde a Rússia tem ampliado bases de submarinos e a China tenta estabelecer uma “Rota da Seda Polar”.
Diplomacia e a posição de Marco Rubio
O secretário de Estado, Marco Rubio, deve liderar a primeira fase das tratativas. Está prevista para a próxima semana uma reunião de cúpula com representantes dinamarqueses. Embora a Dinamarca tenha historicamente rejeitado propostas similares, a administração Trump parece disposta a levar o diálogo a um novo patamar de pressão diplomática e incentivos econômicos.
Rubio foi enfático ao abordar os riscos para a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Embora tenha reforçado que a preferência do governo é o diálogo, o secretário não descartou medidas mais severas caso o presidente identifique uma ameaça direta à segurança dos EUA. “Sempre buscamos alternativas pacíficas, como fizemos em outros cenários complexos”, afirmou Rubio, citando o exemplo da Venezuela como parâmetro de abordagem externa sob a gestão de Trump.
Impacto na Aliança Atlântica e Repercussão Global
A possibilidade de uma ação mais assertiva contra um aliado histórico como a Dinamarca coloca a diplomacia mundial em alerta. Analistas apontam que a postura de Trump reflete uma mudança de paradigma nas relações internacionais, onde o pragmatismo estratégico muitas vezes se sobrepõe aos protocolos tradicionais das alianças militares.
Os pontos principais desta movimentação incluem:
- Controle de Recursos: Acesso a terras raras e minerais críticos na Groenlândia.
- Vigilância Polar: Expansão da capacidade de monitoramento de mísseis e movimentações navais.
- Geopolítica Energética: Domínio sobre potenciais reservas de gás e petróleo sob o solo ártico.
A insistência de Trump neste tema sinaliza que o governo americano não vê a proposta como uma ideia isolada, mas como parte de um plano de longo prazo para reafirmar a hegemonia dos Estados Unidos no Hemisfério Norte diante do crescimento do bloco euroasiático.