Trump ameaça vice da Venezuela e cita preço alto por erro
Presidente americano sobe o tom contra Delcy Rodríguez enquanto general Padrino López reconhece liderança interina em Caracas.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 04/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Secult PMSCS
A crise em Caracas ganhou novos contornos após declarações contundentes vindas da Casa Branca. Trump deixou claro que os Estados Unidos não tolerarão o que classificou como “rejeição desafiadora” de Delcy Rodríguez diante da intervenção americana.
O cenário político venezuelano sofreu uma reviravolta com o posicionamento das instituições locais:
- Forças Armadas: O general Vladimir Padrino López, ministro da Defesa, reconheceu Rodríguez como presidente interina.
- Judiciário: A Suprema Corte determinou oficialmente que ela assumisse o comando do governo.
Apesar do respaldo institucional, Rodríguez desafiou as expectativas em coletiva recente. Ela reafirmou que Nicolás Maduro continua sendo o único presidente legítimo, exigindo a liberação imediata do líder e de sua esposa. “A nação nunca mais será colônia de nenhum império”, disparou.
Trump amplia interesses e cita a Groenlândia
Em entrevista à revista The Atlantic, o republicano sugeriu que a estratégia na Venezuela pode não ser um caso isolado em sua política externa. Trump afirmou categoricamente: “Precisamos da Groenlândia, com certeza”.
Essa declaração sinaliza uma postura expansionista que ultrapassa as fronteiras sul-americanas, indicando um momento de redefinição geopolítica agressiva por parte de Washington.
O ultimato de Marco Rubio
Marco Rubio, senador americano e voz influente na política externa, reforçou que a Casa Branca colaborará com lideranças venezuelanas baseando-se estritamente em suas ações. Em entrevista à CBS News, Rubio foi direto: “Vamos fazer nossas avaliações das pessoas”.
Ele alertou que, se as decisões corretas não forem tomadas, os EUA manterão diversas opções de pressão para proteger seus interesses. O senador relembrou as dificuldades do governo Trump em dialogar anteriormente com o chavismo.
“Simplesmente não conseguíamos trabalhar com ele [Maduro]. Ele nunca cumpriu nenhum dos acordos que fez”, afirmou Rubio.
Petróleo e transição forçada
A administração americana planeja manter suas operações até a consolidação de uma “transição apropriada”. Embora os detalhes operacionais não tenham sido revelados, a estratégia insinua que um grupo específico ficará responsável pela gestão local.
Empresas americanas devem assumir um papel central na exploração das reservas de petróleo, consideradas as maiores do mundo. É um recurso estratégico que Trump visualiza como prioritário para os interesses econômicos dos Estados Unidos.
Delcy Rodríguez reagiu aos ataques recentes e à captura de Maduro, prometendo defender os recursos naturais para o desenvolvimento nacional. O cenário permanece volátil, com o governo Trump monitorando cada passo da nova liderança em Caracas para decidir o nível de pressão a ser aplicado.