Três defensores públicos são reféns em penitenciária no interior de SP
Três defensores públicos estaduais estão sendo mantidos como reféns, em rebelião que teve início da tarde de ontem (26), na penitenciária de Lucélia, na região de Presidente Prudente
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 27/04/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), o diretor da penitenciária e o coordenador de unidades prisionais da área estão negociando com os presos para a liberação dos reféns.
De acordo com as informações da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP), a Penitenciária de Lucélia possui capacidade para abrigar 1.440 presos, mas atualmente conta com uma população carcerária de 1.820 homens.
A SAP informou ainda que, por volta das 9 horas, cinco defensores públicos chegaram à penitenciária de Lucélia para fazerem atendimento aos presos da unidade. “A direção informou aos defensores que não seria apropriado entrar naquele momento, pois os detentos estavam no horário do banho de sol, porém, os defensores insistiram em entrar”, disse a SAP em nota.
De acordo com a secretaria, por volta das 14 horas, ainda durante o banho de sol, os defensores entraram nos pavilhões 3 e 4 e, após 20 minutos, os presos do local fizeram três defensores de reféns e começaram a quebrar as portas dos pavilhões a fim de liberar os demais presos. Assim que o motim teve início, todos os agentes penitenciários foram retirados do interior da unidade.
“Esclarecemos que defensores públicos e juízes possuem acesso irrestrito as unidades e não podem ser impedidos de entrar em qualquer estabelecimento penal”, acrescentou a SAP.
O Grupo de Intervenção Rápida, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados e estão de prontidão ao lado de fora da unidade.
O defensor público-geral do estado de São Paulo, Davi Depiné, informou que está em contato com a SAP e que representantes da defensoria já foram enviados a penitenciária.
Presos solicitam que sejam religadas a energia e a água do local, bem como a presença de representantes dos Direitos Humanos e de pastorais religiosas. Três defensores públicos seguem mantidos como reféns.