Transporte Sanitário de SCS cresce 80% e economiza R$ 2 milhões

Com gestão estratégica, o Transporte Sanitário da cidade ampliou atendimentos de 4,3 mil para 7,8 mil em 2025

Crédito: Eric Romero / PMSCS

O conceito de eficiência na gestão pública — fazer mais com menos — ganhou um exemplo prático em São Caetano do Sul ao longo de 2025. O setor de Transporte Sanitário do município encerrou o ano com um salto impressionante de 80,6% no volume de atendimentos, passando de 4.372 em 2024 para 7.898 no ano passado. O resultado surpreende por ter sido alcançado simultaneamente a uma reestruturação que reduziu o número de veículos em circulação.

A estratégia consistiu em adequar os meios de transporte à real demanda da rede de saúde, eliminando gastos com veículos subutilizados e investindo em agilidade. Com a devolução de 12 veículos de baixo uso e a introdução de motocicletas, a prefeitura alcançou uma economia anual de aproximadamente R$ 2 milhões.

Otimização da frota e agilidade com motos

A reestruturação do Transporte Sanitário envolveu a retirada estratégica de três caminhões e nove carros da frota ativa. Em contrapartida, no mês de junho, foram integradas três motos à operação. Essa mudança gerou uma redução de cerca de 30% no total de veículos, mas permitiu que a logística de saúde se tornasse muito mais dinâmica.

A introdução das motocicletas foi o diferencial para acelerar o fluxo de documentos e insumos. Vale ressaltar que, para garantir a segurança dos pacientes, o número de ambulâncias foi mantido integralmente, focando a redução apenas em veículos de apoio que não impactavam diretamente o suporte de emergência.

As duas frentes do Transporte Sanitário

Para atingir o recorde de quase 8 mil atendimentos, o setor operou em duas frentes fundamentais que garantem o funcionamento do sistema de saúde de São Caetano:

  1. Transporte Administrativo: Focado no deslocamento ágil de materiais, documentos e insumos médicos entre as unidades assistenciais. É o “sistema circulatório” que impede o desabastecimento da rede.
  2. Transporte Eletivo: Destinado a pacientes com mobilidade reduzida ou nula. Este serviço é vital para garantir que cidadãos cheguem com segurança a consultas, terapias e procedimentos agendados, assegurando a continuidade do tratamento.

Ao integrar essas frentes, o Transporte Sanitário conseguiu otimizar rotas e reduzir o tempo de espera, permitindo que cada veículo realizasse mais viagens por dia do que no período anterior.

Gestão baseada em indicadores

Os resultados de 2025 reforçam a tendência de modernização da gestão pública no ABC. “Os dados comprovam que a redução da frota não significou menos serviço, mas sim mais eficiência, economia e produtividade”, destaca Roberto Paquola, gestor de Transporte Sanitário de Urgência e Emergência.

Segundo a administração, o monitoramento constante de indicadores permitiu identificar que veículos pesados, como os caminhões retirados, geravam custos de manutenção desproporcionais ao seu uso efetivo. A substituição por modais mais leves e ágeis provou ser a chave para o aumento de 80% na produtividade. Para 2026, o objetivo é consolidar esses números e manter o Transporte Sanitário como um pilar de suporte ágil à rede hospitalar e ambulatorial do município.

  • Publicado: 01/01/2026
  • Alterado: 01/01/2026
  • Autor: 12/01/2026
  • Fonte: Motisuki PR