Transformando arte em identidade corporativa
Dupla de artistas prova que é possível transformar arte em trabalho rentável. Sócios no Estúdio La.Bomba, eleito o melhor estúdio de ilustração da região, dominam a linguagem publicitária
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 06/12/2016
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Viver da própria arte nem sempre é uma escolha fácil e diversos obstáculos precisam ser superados por quem toma essa grande decisão. O caminho para o sucesso, trilhado por artistas que decidiram transformar seus hobbies em profissão, pode ser repleto de obstáculos, como opiniões negativas sobre a escolha ou um retorno financeiro menor que o esperado.
André Mendes e Maurício Ribeiro decidiram encarar esses desafios e criaram o Estúdio La.Bomba ao final de um curso de desenho e, desde 2013, desenvolvem ilustrações, embalagens e novos conceitos de branding para empresas, marcas e produtos com diferentes técnicas artísticas.
“Percebemos que estava na hora de escolher um caminho a seguir e não sabíamos fazer outra coisa a não ser desenhar. Com o tempo, os trabalhos e as habilidades ficaram mais apurados e tivemos certeza de que essa escolha seria a ideal”, explica Maurício.
Eles contam que, no início, se preocupavam em entender o funcionamento desse mercado e como se encaixariam nele, já que em grande parte dos projetos, design e publicidade precisam caminhar juntos, em uma linguagem criada especificamente para cada tipo de público.
O portfólio de sucessos conquistados em três anos é formado por criações que contribuíram expressivamente para o aumento das vendas ou da quantidade de clientes para empresas de diversos segmentos, provando que esse desafio inicial foi totalmente superado.
Para os sócios, um termômetro importante do sucesso é sentirem-se satisfeitos com os resultados e reconhecimentos, além da possibilidade de evoluir cada vez mais em cada trabalho que desenvolvem. Eles explicam que o encorajamento da família foi determinante para realmente seguirem esse rumo profissional, pois os pais sempre estiveram presentes apoiando e contribuindo com o processo de desenvolvimento artístico.
A mãe de Maurício, Silvia Souza, conta que desde criança o filho se interessava por artes e a decisão de trabalhar nessa área aconteceu ao longo de todo o seu desenvolvimento. “Como pais, temos sempre que apoiar as escolhas dos nossos filhos, todo caminho tem altos e baixos, mas precisamos encoraja-los a nunca desistir de seus sonhos”, comenta Silvia.
“Tive algumas inspirações, como um tio que desenhava, incentivando meu interesse pelo assunto. Como não tinha muitos brinquedos em casa, passei a buscar diversão através do lápis e papel. Minha mãe notou minha afinidade com o desenho e passou a me levar aos cursos de artesanatos que fazia, como pintura, modelagem e biscuit, o que foi fundamental para o desenvolvimento da minha criatividade”, completa Maurício.
Para José Rubens Cano, pai de André, o sucesso do filho foi tão natural quanto sua opção por transformar arte em profissão:
“Conquistar um bom resultado em qualquer carreira é diretamente proporcional a fazer o que se gosta. É comum se interessar por assuntos diferentes em cada fase da vida e, no caso do André, a arte esteve presente em todos os momentos. Muito determinado e esforçado, se especializou na área através de vários cursos específicos e eu sempre o apoiei, sabia que seria reconhecido por seu talento”, comenta.
“Desenvolvi o gosto pela arte desde criança, assistindo desenhos animados. Sempre fui fascinado por tatuagens e ficava folheando as revistas, admirando os trabalhos. Felizmente, contei com o apoio de toda a família para aprimorar minha habilidade de desenhar”, finaliza André.
André e Maurício celebram 2016 com bons resultados, como os seis prêmios que conquistaram no Prêmio “O ABC da Comunicação”. Foram ouro nas categorias “Melhor Logotipo”, “Melhor Campanha B2B” e “Melhor ilustração Manual”, levando também a prata nessa última. Já no quesito “Embalagem”, o La.Bomba garantiu uma prata e um bronze, provando que não só é possível viver fazendo arte, como também tornar-se referência trabalhando com o que se ama.