Trabalhadores ocupam Shopping Metrópole contra a escala 6x1
O shopping informa que a manifestação foi pacífica e não interferiu na operação do empreendimento
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 24/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Na quarta-feira (23), manifestantes ocupam Shopping Metrópole, em São Bernardo do Campo, em ato contra a escala 6×1, por aumento do salário mínimo e redução do preço dos alimentos. Convocados pelo Movimento Luta de Classes (MLC) e pela Unidade Popular pelo Socialismo (UP), essa é uma das dezenas de ações que ocorreram hoje em mais de 20 estados do país.
Com quase 200 manifestantes, a ação caminhou pacificamente pelos corredores do shopping denunciando a situação dos trabalhadores do shopping, que trabalham neste regime de trabalho, trabalhando aos fins de semana e feriados. Com grande apoio destes trabalhadores, que ao serem abordados pelos manifestantes pegavam seus panfletos e jornais, filmaram a ação e demonstraram com acenos e sorrisos concordar com as denúncias da manifestação.
Conforme afirma Larissa Mayumi, que já trabalhou neste shopping: “Estamos ocupando este shopping pra denunciar essa escala desumana! Queremos ter vida além do trabalho! A escala 6×1 só é boa para os patrões, que querem que a gente trabalhe cada vez mais com cada vez menos direitos. Mas unidos podemos arrancar conquistas, temos vários exemplos onde aconteceram greves, os trabalhadores conquistaram mais dias de folga! O caminho é lutarmos”.
Desde o ano passado, milhões de trabalhadores têm lutado contra a escala 6×1, regime que obriga os trabalhadores a trabalhadores 6 dias da semana para que folguem 1, muitas vezes sem poder escolher o dia de sua folga. Hoje no país, são mais de 33 milhões de brasileiros que trabalham mais de 40 horas.
Ainda, Bento Xavier afirma: “o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calcula em R$7.398,00 o mínimo necessário para o salário de uma família poder cobrir as despesas básicas de moradia, alimentação, saúde e transporte. Porém mais de 60% dos brasileiros sobrevive com até um salário-mínimo (R$1518,00). Ao mesmo tempo, houve um aumento exorbitante de alimentos como café, ovos e feijão”.