Trabalhadores na Mercedes rejeitam proposta
Sindicato apresentou aos trabalhadores proposta que permitia a preservação dos empregos na Mercedes. Trabalhadores na Mercedes rejeitam proposta
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 03/07/2015
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC apresentou ontem (02/07) aos trabalhadores na Mercedes-Benz a proposta construída após longo período de negociação com a direção da empresa, que permite a preservação dos empregos nesse período de crise no setor. O acordo foi detalhado em assembleias realizadas nas entradas dos turnos e os trabalhadores votaram pela aprovação ou rejeição da proposta nas urnas instaladas em suas respectivas áreas de trabalho. O processo de consulta foi iniciado às 9h e terminou ontem às 21h.
A proposta prevê a redução da jornada de trabalho em 20% – de julho de 2015 a junho de 2016 – com redução de 10% do salário para todos os trabalhadores da planta. Caso o Governo Federal anuncie a criação do Programa de Proteção ao Emprego (PPE) durante a vigência do acordo, a empresa adotará o sistema. Ao final dos 12 meses é feita a recomposição integral dos vencimentos. A proposta também prevê a aplicação de 50% do INPC como reajuste em maio de 2016 e o congelamento da evolução salarial até 2016.
Em contrapartida, a proposta garante a estabilidade de todos os trabalhadores por um ano – de 1º de agosto de 2015 a 30 de julho de 2016 – e a abertura de um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), destinado aos trabalhadores estáveis e aposentados. A quantidade de adesões ao PDV determinará o número de trabalhadores que serão recontratados pela empresa, do total de 300 que foram demitidos em maio e estão acampados em protesto há 25 dias.
Na avaliação do Sindicato, o fundamental da proposta é a manutenção dos empregos nesse momento de incertezas no cenário econômico. “Foi uma negociação muito dura. Consideramos que essa é a proposta de acordo possível para este cenário de crise. O mercado de caminhões registra queda de quase 50% e, na nossa avaliação, só deve melhorar a partir do segundo semestre de 2016. Nosso desafio é atravessar esse período sem demissões, uma vez que a empresa já anunciou um excedente de dois mil”, explica Moisés Selerges, diretor administrativo do Sindicato e trabalhador na Mercedes.
O dirigente reforça que todo o processo de resistência foi fundamental para a retomada das negociações. “Passamos por uma greve, depois os trabalhadores resistiram fortemente no acampamento. Essa luta permitiu chegarmos a uma proposta, após várias tentativas de negociação”. No entanto, ressalta Selerges, o trabalhador deve votar e avaliar conforme sua consciência: “Qualquer decisão será acatada. O que vale é vontade do trabalhador”, reforça.
TRABALHADORES NA MERCEDES REJEITAM PROPOSTA
Os trabalhadores na Mercedes, em São Bernardo, rejeitaram por ampla maioria a proposta negociada entre Sindicato e empresa, que previa a redução da jornada de trabalho em 20% por um ano, com redução de 10% do salário e, em contrapartida, garantia a estabilidade de todos os trabalhadores da planta por um ano e o retorno de parte dos 300 trabalhadores demitidos, que estão acampados há 26 dias.
A proposta foi votada ao longo de todo dia de ontem (03) pelos trabalhadores, em urnas dispostas em suas respectivas áreas. A apuração ocorreu durante a madrugada.
Por enquanto, as negociações estão interrompidas e não há previsão de reunião entre Sindicato e empresa. A fábrica da Mercedes fica parada de hoje ao dia 10, com os trabalhadores em banco de horas.
NOTA DO SINDICATO SOBRE A MERCEDES
A proposta apresentada aos trabalhadores na Mercedes, em assembleias realizada durante todo o dia de ontem, foi rejeitada por ampla maioria. Por enquanto, não há nenhuma reunião marcada com a empresa. Os trabalhadores estão em banco de horas até o dia 10 de julho.