Trabalhadores iniciam greve na Scania
Em campanha salarial, os trabalhadores da Scania paralisaram toda a produção hoje (17) e, inicia a partir de amanhã, uma mobilização por tempo indeterminado
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 17/10/2016
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (17), os trabalhadores na Scania, em São Bernardo, rejeitaram a proposta de reajuste salarial apresentada pela empresa de 5% mais abono. Com a rejeição, os metalúrgicos, que já haviam entregue aviso de greve na última terça-feira (11), paralisaram toda a produção hoje e iniciam a partir de amanhã uma mobilização por tempo indeterminado.
“A luta dos metalúrgicos na Scania é para alcançar a reposição da inflação do período pelo INPC”, afirmou o diretor do Sindicato e trabalhador na montadora, Carlos Caramelo. “Estamos abertos ao diálogo para construir alternativas que atendam as expectativas dos companheiros. Enquanto isso não ocorrer, continuaremos mobilizados”, acrescentou o dirigente.
De acordo com o coordenador do comitê sindical, Regis Guedes, os trabalhadores estão sendo orientados a comparecer à empresa diariamente, mas a produção será paralisada por área. “Faremos uma greve estratégica, paralisando a cada dia um setor diferente”, explicou.
A proposta rejeitada também garantia manutenção de emprego por 12 meses, reposição integral da inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 2017 e um de adicional, caso a produção atinja ou supere 16 mil produtos no ano, de 0,5% a cada mil unidades produzidas. Para este ano, o volume de produção anual da fábrica é de 14 mil produtos (caminhões e ônibus).
Entre as montadoras da base, somente na Scania a campanha salarial ainda está em negociação. Nas demais, o reajuste deste ano já está previsto em acordos firmados anteriormente, com validade para mais de um ano. Ao todo Scania tem hoje 3,2 mil trabalhadores, sendo cerca de 2 mil na produção.