TJSP determina retomada do aborto legal em casos de stealthing

Decisão judicial garante a realização do procedimento de aborto no Centro de Referência da Saúde da Mulher em casos de stealthing, prática criminosa de violência sexual

TJSP determina retomada do aborto legal em casos de stealthing

Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Bancada Feminista do PSOL, representada por seus dois mandatos na Câmara Municipal de São Paulo e na Assembleia Legislativa de São Paulo, ingressou com uma ação popular na Justiça para garantir o aborto legal em casos de stealthing. Esta prática criminosa, em que o preservativo é retirado sem consentimento durante o ato sexual, resultou em uma decisão favorável no Tribunal de Justiça de São Paulo, que determinou que o procedimento de aborto legal nesses casos deve ser realizado novamente no Centro de Referência da Saúde da Mulher – SP.

Na decisão, a juíza Luiza Barros Rozas Verotti destacou a urgência da questão: “o perigo da demora também está presente, uma vez que há risco de inúmeras gestações indesejadas decorrentes de violência sexual prosseguirem, com drásticas consequências à saúde física e mental da mulher”. A prática de stealthing, considerada crime pelo Código Penal desde 2009, é caracterizada pela retirada deliberada e sem consentimento do preservativo durante o ato sexual.

A ação foi movida após uma denúncia do jornal Folha de São Paulo, que revelou que o Centro de Referência da Saúde da Mulher, subordinado ao governo estadual, estava deliberadamente negando a realização de procedimentos de aborto legal em casos de stealthing. A medida judicial visa garantir o direito das mulheres à assistência médica e ao aborto legal em situações de violência sexual.

  • Publicado: 19/03/2025 13:30
  • Alterado: 19/03/2025 13:40
  • Autor: Redação
  • Fonte: TJSP