Thais Carla: a nova jornada da influenciadora após cirurgia bariátrica
Thais Carla enfrenta críticas após cirurgia bariátrica, defendendo sua saúde e a liberdade de escolha no movimento body positive.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 02/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Thais Carla, influenciadora digital e dançarina, vem enfrentando uma nova onda de críticas nas redes sociais após passar por uma cirurgia bariátrica que resultou na perda de 55 kg. Reconhecida como uma defensora do movimento body positive, Thais agora lida com a reprovação de alguns seguidores que a acusam de contradizer os princípios que sempre promoveu em sua trajetória.
As polêmicas em torno da figura pública não são recentes. Antes mesmo da intervenção cirúrgica, Thais já era alvo de ataques virtuais, especialmente quando compartilhava momentos familiares ou aspectos do seu cotidiano, frequentemente recebendo comentários gordofóbicos.
Em entrevistas, a dançarina revelou que a decisão de emagrecer foi impulsionada por questões de saúde, exacerbadas pelo diagnóstico de diabetes gestacional e pela vontade de evitar o uso contínuo de medicamentos. “Minha escolha foi motivada pela saúde e não por padrões estéticos, pois sempre mantive minha autoestima”, afirmou em uma conversa com o portal F5.
Realizando o procedimento cirúrgico em abril deste ano sob supervisão médica, Thais enfatiza que a perda de peso é parte de um compromisso com seu bem-estar e não uma negação da sua identidade. “Meu corpo anterior me proporcionou experiências valiosas”, declarou.
A influenciadora argumenta que muitas das críticas que recebe provêm de uma interpretação errônea do conceito de body positive. Para ela, essa filosofia envolve ser autêntico e sentir-se bem consigo mesmo. “Aceitar seu corpo também significa ter liberdade para fazer escolhas sobre ele, incluindo mudanças”, explicou.
A discussão acerca de sua suposta incoerência se intensificou após Thais admitir estar utilizando Mounjaro, um medicamento destinado à perda de peso. Essa revelação gerou reações diversas nas redes sociais, principalmente porque ela já havia criticado o uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento no passado, como evidenciado por sua aparição na São Paulo Fashion Week 2024 usando uma camiseta com a frase “I Love Ozempic”.
Thais esclareceu que suas críticas anteriores se dirigiam ao uso irresponsável desses medicamentos sem supervisão médica. Atualmente, ela afirma utilizar Mounjaro sob orientação de sua equipe médica: “Foi uma decisão conjunta com meus médicos, dos quais confio plenamente. Nada foi feito sem acompanhamento profissional”.
Desde a cirurgia, Thais tem notado mudanças significativas não apenas em sua aparência física, mas também em sua autopercepção. Ela descreve essa nova fase como uma escolha consciente e não como um sacrifício. “Estou redescobrindo minha essência como artista”, comentou, revelando que retomou os estudos em teatro e almeja atuar em produções audiovisuais.
A prática de esportes como boxe e tênis também entrou em sua rotina — atividades que antes pareciam inalcançáveis. “A cirurgia me proporcionou coragem. Apesar do meu empoderamento anterior, eu tinha limitações autoimpostas”, contou Thais.
Ela ressalta que não está interessada em atingir um corpo ideal ou atender às expectativas alheias. “Meu objetivo é viver em paz, sentar em um restaurante sem receios e adquirir roupas prontas sem adaptações”, disse ela.
Para Thais Carla, a prioridade é buscar qualidade de vida, mobilidade e liberdade para interagir plenamente com suas filhas e desfrutar de experiências que antes pareciam restritas. “Não quero seguir padrões ou criar expectativas”.
A dançarina também está escrevendo sua biografia, onde revisitará eventos significativos de sua vida pessoal e profissional. O intuito é compartilhar não só suas conquistas mas também as vulnerabilidades e os desafios enfrentados ao longo do caminho: “Falo sobre minhas dores e vivências como mulher gorda na dança, rompendo tabus e me expondo”.
Thais evita romantizar o processo de emagrecimento e enfatiza que não existem soluções milagrosas; cada decisão deve ser feita com reflexão e acolhimento. “A bariátrica e o uso de medicamentos não são panaceias para a obesidade”.
Ela defende que qualquer transformação deve ser resultado da autonomia pessoal e não da pressão externa. “O número na balança não determina seu valor ou beleza”, conclui Thais, recomendando o autoconhecimento e a busca por ajuda profissional antes de qualquer mudança significativa no estilo de vida.
Por fim, Thais reafirma que a beleza transcende padrões corporais específicos: “Muitas pessoas não compreendem que corpos fora dos padrões convencionais podem ser igualmente belos e capazes”.