Teste do Pezinho ajuda a identificar doenças logo após o nascimento
Realizado nos primeiros dias de vida, o Teste do Pezinho identifica mais de 50 doenças e amplia as chances de tratamento eficaz e precoce
- Publicado: 03/06/2026 17:21
- Alterado: 03/06/2026 17:21
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: FMABC
No próximo dia 6 de junho, o Brasil celebra o Dia Nacional do Teste do Pezinho, data dedicada à conscientização sobre a importância da triagem neonatal para a identificação precoce de doenças que podem comprometer o desenvolvimento e a qualidade de vida das crianças. A ocasião também destaca o papel fundamental do exame na detecção de mais de 50 enfermidades raras, muitas delas assintomáticas nos primeiros dias de vida.
Aproveitando a data, o Centro Universitário FMABC alerta pais, responsáveis e profissionais de saúde sobre a necessidade de realizar o exame dentro do período recomendado, preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia após o nascimento.
Janela ideal para realização do Teste do Pezinho
O exame é realizado por meio da coleta de algumas gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido e integra o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), política pública voltada à detecção precoce de doenças metabólicas, genéticas, endocrinológicas e infecciosas. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 2,4 milhões de bebês realizam o exame todos os anos no Brasil.
Para a Dra. Anete Sevciovic Grumach, coordenadora do Serviço de Doenças Raras do Centro Universitário FMABC, ampliar o acesso ao diagnóstico precoce é uma das principais estratégias para reduzir os impactos dessas enfermidades e garantir melhores perspectivas de tratamento. Nesse contexto, o Teste do Pezinho se torna uma ferramenta decisiva de saúde pública.
“Os pacientes que recebem o diagnóstico tardiamente costumam enfrentar mais complicações. Identificar a doença nos estágios iniciais permite intervenções mais eficazes e aumenta as chances de um prognóstico favorável. Quanto mais cedo, melhor”, afirma.
Teste do Pezinho e o diagnóstico de doenças raras
A especialista ressalta que muitas doenças raras apresentam sintomas inespecíficos ou podem permanecer sem manifestações evidentes nos primeiros anos de vida, dificultando a identificação sem a realização de exames específicos.
“Doenças raras não significam, necessariamente, sintomas raros. Muitas vezes, elas podem passar despercebidas ou ser confundidas com condições mais comuns, atrasando o diagnóstico e o início do tratamento adequado”, explica.
O Teste do Pezinho permite diagnosticar precocemente diversas doenças genéticas e metabólicas, como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e fibrose cística. Algumas dessas condições, sem acompanhamento e tratamento adequados, podem causar sequelas irreversíveis e até levar à morte. Por isso, é fundamental que os pais realizem o exame em todos os recém-nascidos dentro do prazo recomendado.
O exame neonatal, quando feito corretamente e dentro da janela ideal, amplia significativamente as chances de intervenção precoce e reduz riscos de complicações graves ao longo da vida.
“Quando o diagnóstico acontece cedo, as possibilidades de tratamento são muito mais eficazes, com impacto direto na qualidade de vida da criança”, reforça a médica.