Tesouro Direto atinge R$ 5,76 bilhões em vendas em fevereiro
Os títulos mais procurados pelos investidores foram os vinculados à Taxa Selic – a taxa básica de juros da economia – que corresponderam a 55,1%
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 28/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
Em fevereiro, o Tesouro Direto registrou um volume total de vendas de títulos que atingiu R$ 5,762 bilhões. Os resgates, por sua vez, somaram R$ 3,218 bilhões, dos quais R$ 2,999 bilhões foram referentes a recompras (resgates antecipados) e R$ 219 milhões correspondem a vencimentos, momento em que os investidores recebem o valor aplicado acrescido de juros.
Com isso, o saldo líquido das emissões de títulos foi de R$ 2,544 bilhões no mês passado. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta sexta-feira (28).
A preferência dos investidores recaiu sobre os títulos atrelados à Taxa Selic, que representaram 55,1% das vendas totais. Os papéis indexados à inflação, medidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), corresponderam a 30,9% do volume negociado, enquanto os títulos prefixados ocuparam 14% desse total.
Esse interesse por papéis atrelados aos juros básicos é impulsionado pela atual taxa Selic, fixada em 14,25% ao ano. A expectativa de novos aumentos até o final do ano mantém esses títulos atraentes para os investidores. Além disso, a alta do IPCA, que se encontra em 4,87% no acumulado dos últimos 12 meses, também tem incentivado a compra de títulos corrigidos pela inflação.
No fim de fevereiro, o estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 164 bilhões, um crescimento de 2,6% em relação ao mês anterior e um aumento significativo de 24,8% comparado ao mesmo período do ano passado.
O programa também observou uma adesão considerável por parte dos investidores: foram registrados 251.101 novos participantes em fevereiro. O número total de investidores chegou a 31.744.271, refletindo um aumento de 14,6% nos últimos doze meses. Além disso, o total de investidores ativos – aqueles com operações em aberto – chegou a 3.026.427, apresentando um crescimento de 19,2% em um ano e um incremento mensal de 15.548 novos investidores ativos.
O comportamento dos pequenos investidores se torna evidente quando se analisa o volume de operações realizadas: cerca de 79% das transações realizadas em fevereiro foram inferiores a R$ 5 mil. Em particular, as aplicações de até R$ 1 mil representaram impressionantes 56,4%. O valor médio por operação foi estimado em R$ 8.777,24.
Os títulos de curto prazo também têm sido preferidos pelos investidores; aqueles com vencimento em até cinco anos compuseram 46,4% das vendas totais. Já os títulos com prazos entre cinco e dez anos representaram 33,1%, enquanto os papéis com prazo superior a dez anos corresponderam a 20,5% do volume negociado.
Desde sua criação em janeiro de 2002, o Tesouro Direto visa democratizar o acesso a investimentos em títulos públicos para pessoas físicas através da internet, eliminando a necessidade de intermediários financeiros. Os investidores precisam apenas arcar com uma taxa semestral para a B3 – a bolsa brasileira que realiza a custódia dos títulos.
Para mais informações sobre o programa e suas operações, os interessados podem visitar o site oficial do Tesouro Direto.
A venda desses títulos é uma estratégia utilizada pelo governo para captar recursos destinados ao pagamento de dívidas e ao cumprimento de obrigações financeiras. Em contrapartida, o Tesouro Nacional assegura a devolução do montante investido acrescido de um rendimento que pode variar conforme a Selic ou índices inflacionários.