Teoria da evolução
No Halkbank, da Turquia, Lucas Lóh se prepara para disputar a Champions League e espera novas convocações para a seleção brasileira de vôlei masculino. Acompanhe a entrevista
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 24/02/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O paranaense Lucas Lóh, de 27 anos, caiu nas graças da torcida do Halkbank, um dos mais tradicionais clubes de vôlei da Turquia. No fim do ano passado, quatro meses após ter desembarcado em Ankara, foi uma peça importante na conquista da Copa da Turquia. “Estou completamente adaptado ao sistema de treinos, à cultura turca e ao ritmo de jogo do campeonato. Facilita um pouco o fato de fazer duas coisas que amo: primeiro o meu trabalho, que é o vôlei, e segundo conhecer um mundo diferente”, comemora o ponteiro que começou a jogar ainda na cidade de Toledo, no Oeste de Paraná, onde nasceu. Depois de ser aprovado na “peneira” do Santander/São Bernardo, em 2008, passou pelo Sada Cruzeiro – onde conquistou o título da Superliga (2011/2012) – e pelo Vivo/Minas, quando foi contratado para jogar a temporada 2014/2015 no Zaksa/Kedzierzyn-Kozle, da Polônia. Em 2015, foi repatriado pelo Vôlei Brasil Kirin/Campinas e depois passou pelo o Funvic/Taubaté, último clube que atuou antes de se transferir para a Turquia, no ano passado.
Com a seleção brasileira, fez parte da campanha da primeira edição do Campeonato Mundial Sub-23, em 2013. Neste mesmo ano, fez parte da seleção adulta que conquistou a medalha de ouro na Copa dos Campeões, no Japão. Foi campeão da Copa Pan-Americana (2013), do Sul-Americano (2015), além de ter conquistado a medalha de prata na Liga Mundial de 2014 e 2017. “Após as Olimpíadas do Rio, o técnico Renan manteve a filosofia de muito trabalho, atingiu ótimos resultados e é visível uma sintonia bacana com os jogadores. Assumir um cargo que antes era do Bernardinho, um dos maiores técnicos que o esporte já viu, que não deve ser nada fácil”, avalia o jogador que, quando tem folgas no time turco, mora na capital paulista com a esposa Giovana e o cão Logan, um bernese montanhês de 46 kg.
Esporte de Fato – Como se iniciou no vôlei?
Lucas Lóh – Segui os passos de toda a minha família. Era um hobbie frequente do meu pai jogar vôlei de praia e, quando criança, eu ia junto para ficar brincando pela areia enquanto ele jogava. Sempre vivi praticando todo tipo de esporte e, no final, optei pelo vôlei. Minha primeira competição foi pelo time da minha cidade, Toledo, em um torneio estadual paranaense.
Esporte de Fato – Qual é a função tática de um ponteiro dentro de uma equipe de vôlei?
Lucas Lóh – O ponteiro deve ser um jogador versátil, com potencial físico para ser agressivo no ataque e muito técnico e rápido para receber o saque e defender no fundo de quadra. Atualmente os times gostam de colocar em quadra um ponteiro com foco na força de ataque e outro mais técnico, com uma recepção melhor. Mas sempre me encantou ver jogadores que faziam tudo isso muito bem.
Esporte de Fato – Quais as principais diferenças entre o jogar na Turquia e jogar no Brasil?
Lucas Lóh – Na Turquia, o número de estrangeiros permitido é maior, o que acaba aumentando o nível de todas as equipes. No caso do nosso time, temos que conciliar o Campeonato Turco com a Champions League, o campeonato europeu de clubes, que é fortíssimo. Devido ao número de partidas, todos os jogadores devem estar preparados.
Esporte de Fato – Como avalia suas passagens pela seleção brasileira?
Lucas Lóh – Tive um crescimento enorme fazendo parte da seleção. Aprendi muito com jogadores e técnicos. Queria ter recebido mais responsabilidades. Acho que evolui bastante e espero ter novas oportunidades. Mas confio totalmente no trabalho que é feito pela comissão. Não é à toa que o Brasil está há anos no topo do ranking mundial.
Esporte de Fato – Quais são seus planos para o futuro? Pretende retornar para algum clube brasileiro?
Lucas Lóh – Não penso em qual país ou que time jogar. Apenas quero assumir uma posição de responsabilidade em quadra em um campeonato forte, para seguir evoluindo como jogador.