Tenente Coimbra adere à marcha de Nikolas Ferreira

O deputado Tenente Coimbra percorreu 60 km em apoio à soltura de Jair Bolsonaro e critica decisões do STF em mobilização nacional.

Crédito: Divulgação

Tenente Coimbra (PL-SP) oficializou sua adesão à “Caminhada pela Liberdade e Justiça” na manhã desta quinta-feira (22), unindo-se ao movimento liderado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). O parlamentar paulista, aliado histórico de Jair Bolsonaro, integrou-se ao grupo em Cristalina (GO), reforçando a mobilização que percorre centenas de quilômetros em protesto contra a prisão do ex-presidente e as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta sexta-feira (23), o Tenente Coimbra retomou o trajeto pela BR-040 com destino a Luziânia (GO). Ao lado de uma comitiva composta por mandatários, influenciadores e lideranças religiosas, o oficial do Exército e deputado estadual já contabiliza cerca de 60 quilômetros percorridos a pé, em um esforço simbólico que deve culminar em um grande ato na capital federal no próximo domingo (25).

Mobilização contra prisões e escândalos federais

A marcha, que teve início em Paracatu (MG) na última segunda-feira, carrega uma pauta extensa de reivindicações políticas. Além de defender a liberdade imediata de Bolsonaro, Tenente Coimbra e os demais manifestantes protestam contra a dosimetria das penas aplicadas aos réus dos atos de 8 de janeiro. O grupo também utiliza a caminhada para dar visibilidade a denúncias de corrupção, mencionando investigações sobre repasses indevidos em contas do INSS e o caso envolvendo o Banco Master.

Em vídeo divulgado em suas redes sociais, o Tenente Coimbra enfatizou que o movimento não possui caráter eleitoreiro, mas sim de conscientização civil. “Estamos lutando por liberdade. Nosso objetivo é sensibilizar o Brasil diante de inúmeras injustiças cometidas na política”, declarou o militar, ressaltando a necessidade de uma mobilização massiva diante do atual cenário institucional do país.

O cenário da detenção no Distrito Federal

O pano de fundo da caminhada é a situação carcerária de Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses. Recentemente, o ex-presidente foi transferido da Superintendência da Polícia Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar no DF, conhecido como “Papudinha“. A defesa de Bolsonaro tem apresentado sucessivas objeções à manutenção do regime fechado, alegando fragilidades no estado de saúde do ex-mandatário, argumentos que ecoam entre os apoiadores liderados pelo Tenente Coimbra.

Reforço político e adesões de peso em Brasília

A presença do Tenente Coimbra soma-se a um grupo robusto de lideranças da direita brasileira. A caminhada conta com a participação de nomes influentes como o senador Magno Malta (PL-ES), os deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Filipe Barros (PL-PR), além de Carlos Bolsonaro.

A expectativa dos organizadores é que a chegada ao Distrito Federal pressione o Congresso Nacional a pautar a revisão das penas dos condenados por tentativa de golpe de estado. Para o Tenente Coimbra, a jornada de 200 quilômetros é um teste de resistência física e política, visando manter a base aliada mobilizada e vigilante sobre os desdobramentos jurídicos na Suprema Corte.

Resumo da Programação:

  • Início: 18/01 (Paracatu-MG)
  • Situação Atual: Passagem por Luziânia-GO com a presença do Tenente Coimbra.
  • Encerramento: 25/01 (Brasília-DF) com ato público.
  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 23/01/2026
  • Fonte: FERVER