Temporal em SP causou a queda de 330 árvores e deixou 74 mil casas sem energia
Entre as consequências mais trágicas do evento, destaca-se a morte do taxista Elton Ferreira de Oliveira, de 43 anos
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 13/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Na tarde da última quarta-feira (12), um intenso temporal causou a queda de 330 árvores em São Paulo, conforme informações divulgadas pela Prefeitura. A Zona Oeste da cidade foi a mais impactada pelo fenômeno climático.
De acordo com a Enel, mais de 74 mil residências permaneciam sem fornecimento de energia elétrica às 6h10 desta quinta-feira (13). Após a tempestade, um total de 173 mil clientes enfrentaram interrupções no serviço.
Entre as consequências mais trágicas do evento, destaca-se a morte do taxista Elton Ferreira de Oliveira, de 43 anos. Ele estava realizando uma corrida com dois passageiros chineses quando uma árvore caiu sobre seu veículo na Avenida Senador Queirós, na área central da capital. O momento da queda foi registrado em vídeo, mostrando também o impacto sobre a fiação elétrica local.
A região da Sé, onde ocorreu o incidente fatal, foi identificada como a segunda mais afetada pela tempestade, com 106 árvores caídas, representando cerca de 32% do total registrado na cidade. Esses dados foram obtidos em um balanço elaborado pela própria administração municipal.
O Butantã liderou o número de quedas, com 110 árvores registradas (33% do total). Na sequência, Pinheiros contabilizou 95 quedas e a Lapa teve 19 ocorrências.
Moradores das regiões Oeste e Central relataram chuvas acompanhadas de granizo. No Centro, o cenário era desolador, com árvores tombadas sobre veículos e calçadas.
O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) indicou que houve registros de granizo em três localidades:
- Butantã, Zona Oeste – 16h50
- Pinheiros, Zona Oeste – 17h20
- Itaquera, Zona Leste – 17h39
A Defesa Civil emitiu um alerta severo para as regiões Norte, Leste, Oeste e Central de São Paulo. As rajadas de vento durante a tempestade ultrapassaram os 60 km/h, aumentando o risco de quedas de árvores. Para se ter uma ideia da força do vento, o recorde na cidade foi alcançado em outubro de 2024, quando foram registrados ventos de até 107,6 km/h na Zona Sul.
Os maiores índices de vento reportados pelo CGE foram:
- 61 km/h – Aeroporto Campo de Marte (Zona Norte) – 17h03
- 62,9 km/h – Santana-Carandiru – 17h20
- 61,6 km/h – SÉ-CGE – 17h10
- 55,5 km/h – Aeroporto Campo de Marte (Zona Norte) – 17h34
- 54,8 km/h – Butantã-USP – 17h33
- 38,4 km/h – Lapa-Vila Leopoldina – 17h28
No bairro Pinheiros, várias árvores caíram sobre carros e fiações elétricas. Até o momento, não há relatos de feridos nessa área específica. Contudo, na Rua Artur de Azevedo, parte do teto de um restaurante desabou devido à tempestade e uma árvore atingiu dois veículos estacionados nas proximidades. O Corpo de Bombeiros recebeu cerca de 150 chamados relacionados a quedas de árvores e outros incidentes.
A União de Lojistas da região da 25 de Março informou que o local sofreu um apagão que afetou diversas ruas e também registrou alagamentos nas proximidades.
As estações meteorológicas do CGE apontaram os seguintes índices pluviométricos até as 18h20:
- Sé: 23,2 mm
- Pinheiros – Vila Madalena: 22,4 mm
- Butantã – USP: 18,6 mm
- Aricanduva/Vila Formosa: 17,6 mm
- Penha – Rincão: 11,5 mm
A situação permanece crítica em diversas partes da cidade enquanto as autoridades trabalham para restaurar os serviços essenciais e auxiliar os afetados pela tempestade.