Tempestade em Guarulhos e Grande SP causa alagamentos e falta de energia
Chuvas fortes e granizo afetam a região metropolitana; cerca de 77 mil imóveis ficaram sem eletricidade.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 11/02/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Na tarde desta segunda-feira (10), a região metropolitana de São Paulo foi surpreendida por uma forte tempestade que se instalou por volta das 16h. O município de Guarulhos foi o mais afetado, enfrentando intensas chuvas e, em algumas áreas, granizo.
A Defesa Civil do estado emitiu um alerta severo para tempestades às 16h39, abrangendo as zonas norte, central e leste da capital paulista. Os moradores de Guarulhos receberam a notificação pouco depois, às 16h45. No entanto, a cidade já lidava com os efeitos do temporal, que resultou em alagamentos em importantes avenidas, como a Via Dutra, Avenida Paulo Faccini e Avenida Tiradentes.
Particularmente na Via Dutra, uma concessionária de veículos de luxo teve seu pátio inundado, fazendo com que aproximadamente 20 automóveis ficassem flutuando devido à quantidade de água acumulada.
Este evento meteorológico marcou a quarta emissão de alerta severo para a cidade em um intervalo de tempo curto, sendo o primeiro registro no dia 24 de janeiro, quando várias áreas da capital sofreram com alagamentos significativos.
Diante da gravidade da situação, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo declarou estado de atenção para riscos de alagamentos nas regiões afetadas. A medida foi posteriormente estendida para toda a cidade até as 17h45, quando a intensidade das chuvas começou a diminuir e a vida urbana gradualmente retornou ao normal.
Outras cidades na Grande São Paulo também registraram chuvas intensas. Municípios como Osasco, Jandira, Carapicuíba e Mairiporã enfrentaram situações semelhantes de alagamento e granizo.
O CGE explicou que as chuvas foram causadas pela combinação do calor intenso com a entrada da brisa marítima na região. Imagens do radar meteorológico indicavam precipitações significativas na zona leste, especialmente nas áreas da Penha e Mooca, bem como na zona oeste, na subprefeitura do Butantã. Essas chuvas atuaram de maneira isolada, apresentando riscos adicionais como rajadas de vento e possíveis transbordamentos.
Conforme os relatos da Enel, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica na região, cerca de 17.900 residências ficaram sem eletricidade às 15h55. À medida que a chuva se intensificou e se espalhou pela cidade, esse número subiu para 43.100 às 16h31. Até as 17h, já eram contabilizadas 65.400 residências sem energia elétrica. Às 18h30, esse número atingiu um total alarmante de 76.700 imóveis desconectados na capital paulista.
Cidades adjacentes também relataram problemas relacionados à falta de energia. Em Osasco, por exemplo, cerca de 21.400 casas ficaram sem luz; Carapicuíba teve 5.700 imóveis afetados e Itapecerica da Serra registrou cerca de 3.400 residências nessa mesma situação.
Pelo menos quatro pontos na capital paulista foram identificados como áreas com alagamentos intransitáveis às 18h. As localidades incluíam três locais na subprefeitura Vila Maria/Vila Guilherme — nas ruas Coronel Marques Ribeiro e Avenida Luiz Dumont Villares — além de uma ocorrência na Rua Manoel Barbosa, em Pirituba/Jaraguá. Felizmente, por volta das 19h30, os níveis das águas começaram a baixar significativamente e os pontos críticos já não impediam mais o tráfego na região.