Tecnologia prioriza tráfego de ambulâncias e otimiza serviço do SAMU em Santo André
O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, lançou, na tarde desta quarta-feira (18), dois programas com uso da tecnologia, a Onda Verde e o SAMU Digital, que visam agilizar e otimizar os serviços de urgência e emergência
- Publicado: 20/02/2026
- Alterado: 19/06/2025
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Patati Patatá Circo Show
No final da tarde desta quarta-feira (18), o prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, ao lado da vice-prefeita, Silvana Medeiros, e de secretários, lançou o Onda Verde e o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) Digital, dois programas com um único objetivo: salvar vidas.

Cada vez mais, a tecnologia tem sido utilizada pelo Poder Público, inclusive como medida de conter gastos, outro ponto positivo dos dois programas, já que tudo que foi feito saiu dos departamentos da Prefeitura de Santo André.
“São serviços importantes para melhorar a vida das pessoas, usando inovação, tecnologia e aprimorando os serviços. Entregando esses serviços para a população de Santo André de forma unificada, com muita parceria das secretarias. Então, a partir de hoje já está na rua o projeto, não é teste, os dois já estão funcionando. A gente sabe que os municípios estão com restrições financeiras, orçamentárias e, cada vez mais, precisam usar a criatividade e à boa vontade. Então tudo o que foi feito foi desenvolvimento interno. Toda a equipe, até o vídeo foi feito pela equipe da Prefeitura, não teve nenhum custo. Tudo feito de forma inovadora, com recurso próprio. A gente não conhece nenhum lugar no país que tenha essas duas tecnologias juntas”, celebrou Gilvan.

O programa Onda Verde, segundo o prefeito, é um projeto inédito no Brasil com as tecnologias usadas pelo SAMU.
Onda Verde, o que é?

O sistema implantado permite a abertura automática dos semáforos diante da aproximação das ambulâncias do SAMU, portanto, quando o SAMU tem um atendimento e está indo para um hospital municipal ou para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), ao se aproximar desses semáforos, automaticamente estes são abertos, melhorando o tempo de resposta e chegando mais rápido ao destino. Em um caso real, em um trajeto de 2,8 km, o SAMU levou quase metade do tempo, cumprindo sua trajetória em quatro minutos, tempo suficiente para salvar uma vida.

Desta maneira, a estrutura semafórica da cidade conta com 427 endereços semafóricos, sendo 46 no Corredor ABD, gerido pela Next, EMTU, que é o corredor do Trólebus. Outros 381 são de responsabilidade da Secretaria de Mobilidade Urbana, desses, 143 são conectados direto com o COI (Centro de Operações Integradas), que tem essa operação alterada para facilitar a passagem das ambulâncias, já 82 deles se autorregulam conforme o trânsito, fazendo uso de inteligência artificial para que esse mecanismo funcione, realizando a leitura com as câmeras de onde precisa abrir ou fechar o semáforo, gerindo o trânsito.
O secretário de Saúde da cidade, Pedro Seno, elogiou o trabalho realizado pelo COI, que consegue oferecer informações necessárias para melhorar os serviços prestados para as diversas organizações na cidade.

“É o resultado de um trabalho conjunto, essa Secretaria de Saúde é um dos braços que está levando esses dois novos serviços para a população. Tecnologia por tecnologia, na verdade, não serve para nada. E o COI é um equipamento que tem várias secretarias dentro e faz um trabalho de melhoria dos atendimentos, não só do SAMU, mas do trânsito, da GCM (Guarda Civil Municipal), da Polícia Militar, da Polícia Civil. O trabalho do COI foi muito importante para que a gente pudesse entregar essa solução hoje”, ressaltou Seno.
Com uso da tecnologia, os dois programas entram em funcionamento de forma imediata e vão oferecer mais agilidade e eficácia no atendimento dos serviços de emergência e urgência na cidade.
E o SAMU Digital, como funciona?

O outro programa, o SAMU Digital é uma mistura de dois serviços, assim, o usuário fará o uso do sistema convencional, o telefone, ligando 192 e, ao ser atendido, pode escolher ou não por utilizar a tecnologia implantada, que é a telemedicina.

“A gente adiciona um recurso tecnológico ao 192, então, os munícipes chamam hoje o SAMU discando 192, e tem a chamada tradicional. Às vezes, as pessoas nos questionam referente às classificações e até é difícil por telefone, já que, em alguns casos, a pessoa que está ali não tem conhecimento técnico de passar direito o que está acontecendo com aquela pessoa que chamou o SAMU, e o médico regulador, em alguns casos, também tem essa dificuldade de entender a informação e classificar se é vermelho, amarelo ou verde, para passar para a equipe se vai uma ambulância avançada ou uma básica. Então, com esse recurso, a gente consegue mandar diretamente para aquele celular, que está fazendo a ligação, um link e já acessar por vídeo. Assim, o médico regulador vai ter essa opção, em alguns casos, aqueles que forem necessários acessar por vídeo ver o paciente e já fazer a classificação, dando assim o primeiro atendimento, que dá uma tranquilidade para a pessoa atendida, pelo médico por telemedicina”, explicou Gilvan Ferreira.
O município conta com 17 ambulâncias, sendo 14 básicas e três UTIs (Unidade de Tratamento Intensivo) móveis e que, infelizmente, são acionadas de maneira equivocada, mas a partir de agora será possível fazer a classificação mais assertiva e de acordo com padrão reconhecido e amplamente usado por vários países.

“Tanto no SAMU, como nos serviços de urgência, as pessoas chamam o serviço que não seria aquele tipo de serviço. Por exemplo, a gente tem 80% classificados como verde, assim como nas UPAs, que poderiam estar na UBS (Unidade Básica de Saúde), poderia estar em outro serviço. Por isso, é importante a classificação. Porque quando a gente classifica o vermelho ou amarelo, é a prioridade de salvar aquela vida, assim, a prioridade da próxima ambulância vai para essas classificações. Por isso que, às vezes, as pessoas quando pedem verde, demora um pouquinho mais, porque a prioridade da ambulância está sempre em salvar a vida daquele que mais precisa. E aí a gente usa o Protocolo de Manchester, que é mundial para classificar esses casos de urgência e emergência. Então, com base em parâmetros específicos, a gente consegue classificar. Então, não é o médico que classifica por ‘feeling’. Ele vai pegar aqueles dados todos, jogar no sistema e receber a classificação”, explicou Gilvan, os critérios usados para a classificação de risco.