Técnicos elaboram manual de diretrizes para nova pintura das edificações de Paranapiacaba

Iniciativa dá continuidade ao estudo que revelou que a atual cor das construções não é a original

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O estudo de prospecção de cores das edificações da Parte Baixa da Vila de Paranapiacaba, que visa conhecer as originais, entra numa nova etapa a partir desta semana. Para tanto, representantes do escritório do arquiteto Julio Abe, contratados pela Secretaria de Gestão de Recursos Naturais de Paranapiacaba e Parque Andreense, deverão elaborar um manual de diretrizes para a pintura dos imóveis, de acordo com a identidade primária cromática primária dos mesmos. O valor do contrato é de R$ 30 mil.

Finalizado – a previsão é para abril de 2012 -, o manual deverá ser encaminhado para a aprovação dos órgãos de preservação do patrimônio histórico: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) e de Santo André (Condephapaasa). Após a apreciação destes órgãos, o documento será normatizado de acordo com a Lei 9018/2007, que regulamenta a Zona Especial de Interesse do Patrimônio de Paranapiacaba.

De acordo com Eduardo Sélio Mendes Junior, secretário de Gestão de Recursos Naturais de Paranapiacaba e Paranapiacaba e Parque Andreense, assim que o estudo for concluído, a Pasta buscará parcerias no sentido de viabilizar a nova pintura para as construções. “Além de resgatar a verdadeira história desse maravilhoso patrimônio, queremos tornar a Vila de Paranapiacaba mais alegre ”, afirmou.

Cor atual x original

O estudo de prospecção de cores das edificações da Parte Baixa de Paranapiacaba teve início em março. Na primeira etapa do trabalho, que contou com investimento de R$ 15 mil e também realizada pelo escritório do arquiteto Julio Abe, foram selecionados 30 imóveis de diferentes tipologias. Também houve entrevistas com antigos moradores para levantar informações sobre as cores das casas. Depois, foi feito o trabalho de prospecção, no qual se verificou as diversas camadas das antigas pinturas.

Este trabalho revelou que a atual cor zarcão dos prédios é típica dos vagões de carga da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), antiga proprietária da vila, mas não é a original. Segundo informações do levantamento, esta cor é explicada pelo fato de a RFFSA ter o hábito de reutilizar todos os materiais da ferrovia. Assim como os trilhos que não eram mais usados se transformavam em postes, os restos das tintas dos vagões de carga foram empregados na pintura das casas da vila. O resultado do estudo foi transformado em um relatório, apresentado em setembro para representantes da SGRNPPA e dos órgãos de preservação do patrimônio histórico.

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  • Publicado: 20/12/2011 10:57
  • Alterado: 20/12/2011 10:57
  • Autor: Marcos Imbrizi
  • Fonte: SECOM PSA