Novas taxas de 50% de Trump contra o Brasil entram em vigor hoje
A Casa Branca responde a violações de direitos e busca proteger empresas dos EUA.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 06/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Casa Branca anunciou recentemente a implementação de tarifas de importação de 50% sobre produtos brasileiros, uma decisão que entra em vigor nesta quarta-feira (6). Este decreto foi assinado pelo presidente Donald Trump em resposta a ações do governo do Brasil, consideradas uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, política externa e economia dos Estados Unidos.
O decreto, que impõe uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, resulta em um aumento total da tarifa para 50%. No entanto, existem diversas exceções a essa medida, que incluem itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos.
A Casa Branca justificou a adoção desta ordem executiva citando ações que prejudicam empresas americanas e violam direitos de liberdade de expressão. O comunicado também destaca a “perseguição política” e outras violações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores no Brasil, classificando esses atos como graves abusos aos direitos humanos que enfraquecem o Estado de Direito no país.
Entre as críticas mencionadas no documento está o papel do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal. O texto descreve Moraes como alguém que “ameaçou, perseguiu e intimidou opositores políticos”, além de proteger aliados corruptos e suprimir dissidências. A Casa Branca aponta que Moraes impôs multas pesadas às empresas que não atenderam suas ordens e ameaçou executivos com processos criminais.
Além disso, o caso do blogueiro Paulo Figueiredo, residente nos Estados Unidos e alvo de um processo criminal no Brasil por declarações feitas em solo americano, é mencionado como exemplo de censura à liberdade de expressão.
A Casa Branca afirmou que o presidente Trump está comprometido em defender os interesses americanos contra práticas coercitivas estrangeiras. A imposição das tarifas é vista como uma medida para proteger as empresas dos EUA e os cidadãos americanos da perseguição política.
Outra consequência da ordem executiva é o bloqueio de vistos a membros do Supremo Tribunal Federal do Brasil, considerados responsáveis por censurar a liberdade de expressão nos Estados Unidos. Os vistos dos ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli e outros foram revogados.
Enquanto isso, as negociações entre Brasil e EUA para reverter as tarifas permanecem estagnadas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou disposição para dialogar, mas reconheceu a dificuldade em obter concessões dos Estados Unidos. Lula também revelou que está elaborando um plano para ajudar as empresas brasileiras afetadas pelas novas tarifas.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pretende se reunir com o secretário do Tesouro dos EUA para discutir possíveis preparações para um futuro encontro entre Lula e Trump. No entanto, as expectativas quanto a um acordo imediato diminuíram após declarações do representante comercial dos EUA indicando que novos acordos são improváveis no curto prazo.
Essas recentes tensões comerciais marcam um novo capítulo nas relações entre Brasil e Estados Unidos, com implicações significativas para ambos os países. O foco agora está na busca por um entendimento que minimize os impactos econômicos negativos causados pelas novas tarifas.