Tattoo Experience doa 149 tatuagens para diabéticos
A Tattoo Experience, convenção de tatuagem que aconteceu este fim de semana em São Paulo, beneficiou 149 pessoas na campanha da tatuagem gratuita do diabetes
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 25/06/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Dois tatuadores da região do ABC participaram do projeto. São eles Wilton Reis, do Tresreis Tattoo’art, de Mauá, e Panda, do Art Machine Custom Tattoo, de Santo André.
Panda conta que o pai é diabético, mas decidiu ajudar não só por este acaso familiar. Ele costuma doar seu trabalho uma vez por semana em seu estúdio para cobrir cicatrizes de pessoas que sofrem com elas. “Acredito que o meu trabalho passa a valer de verdade quando posso ajudar pessoas a serem mais felizes ou a superarem traumas que ficaram marcados na pele”, revela.
Quinze tatuadores aderiram à corrente do bem e passaram os três dias do evento fazendo tattoos gratuitas com o logo do diabetes para pessoas com a doença.
“Uma tatuagem pode salvar vidas” foi o tema da campanha, que ajudou a identificar os diabéticos por meio das tatuagens, mostrando também que além de arte, a tatuagem tem uma função social importante.
TATUAGEM SALVA VIDAS RELATAM DIABÉTICOS
“Já passei mal na rua com baixa de glicose e as pessoas diziam que eu estava drogada. Se me dão glicose, podem me matar”, explica Juliana Perez Fernandes Vasques, 35 anos, assistente operacional, que tem diabetes tipo 1 há 20 anos. Ela recebeu a tatuagem na Tattoo Experience. E conta que ficou sabendo da campanha através de uma rádio.
Agora com a tattoo, doada pelo tatuador Wilton Reis, do Tresreis Tattoo’art, de Mauá, ela se sente mais segura. “Se cair na rua, o serviço de emergência irá me identificar como diabética e poderá agilizar medidas para garantir a segurança da minha saúde”, relata.
Antes, Juliana usava uma carteirinha com identificação da diabetes. “Mas até acharem a carteirinha, ficava difícil. O logo do diabetes no meu pulso, facilita e agiliza o socorro. Ficou lindo! Estou muito agradecida ao tatuador Wilton e ao evento”, enfatiza.
Outra diabética que recebeu a tattoo foi Juliana Santana Araújo Sampaio, 32 anos, bancária, que há 16 convive com a diabetes do tipo 1. Ficou sabendo do projeto no grupo de diabetes “Piquenique azul”.
Wilton Reis, do Tresreis Tattoo’art, de Mauá, disse que estava muito satisfeito por poder ajudar tantas pessoas. “A tatuagem é uma arte linda e tem também esse papel social importante. Resolvi me conectar a essa corrente do bem para fazer do meu trabalho um benefício real para o próximo “, revela. Para Juliana, Wilton estilizou o logo da diabetes, acrescentando uma borboleta.
Assim como Wilton, o tatuador Panda, do Art Machine Custom Tattoo, de Santo André; o tatuador Adriano, do Lia Tattoo; o tatuador Raphael Verçosa, do Good Blood Tattoo; o tatuador Paulo Fera, do Old House Tattoo; Cléber Oliveira, do Pura Arte Tattoo; Tiago Rodrigo Sereda, da Suprema Arte Tattoo , entre muitos outros, aderiram à campanha para ajudar pessoas. Cada um com seu motivo.
Adriano descobriu há 11 meses que sua filha Helena, de 8 anos, tem diabetes do tipo 1. E Debi, sua esposa piercer, quis aderir quando soube do convite de Esther Gawendo. “A questão da diabetes bateu no útero. Eu não poderia deixar de apoiar este belo projeto”, conta a piercer.
NÚMERO DE BRASILEIROS COM DIABETES CRESCEU 61,8%
O número de brasileiros diagnosticados com diabetes cresceu 61,8% nos últimos 10 anos, passando de 5,5% da população em 2006 para 8,9% em 2016.
O crescimento da diabetes está diretamente relacionado ao aumento dos casos de obesidade e sobrepeso. Segundo a OMS- Organização Mundial da Saúde, hábitos alimentares saudáveis e atividades físicas podem reduzir os fatores de risco de desenvolvimento da doença.
CÍRCULO AZUL É O LOGO OFICIAL DO DIABETES
Desenvolvido como parte de uma campanha de conscientização, o círculo azul tornou-se popularmente conhecido em 2007 quando o IDF- International Diabetes Federation oficializou o símbolo como logo oficial do Diabetes. O significado é extremamente positivo. Em diferentes culturas, o círculo simboliza a vida e a saúde e a cor azul reflete o céu, que une todas as nações. O círculo também simboliza a união, a unidade da comunidade global do diabetes em resposta à pandemia, que atinge 422 milhões de pessoas no mundo.