Tarifas de importação sobem e FecomercioSP chama de ‘;grave equívoco’

A elevação de impostos sobre tecnologia e bens de capital prejudica a inovação brasileira e onera pequenas empresas do setor produtivo.

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O aumento nas tarifas de importação sobre Bens de Informática e Telecomunicações (BIT) e Bens de Capital (BK) representa um grave equívoco governamental. A nova política aduaneira restringe a modernização produtiva no país.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) contesta publicamente a medida. A entidade defende a abertura do Brasil ao mundo como motor primário de desenvolvimento.

Como as tarifas de importação afetam a indústria nacional

A resolução governamental de 4 de fevereiro desenhou um novo modelo de cobrança de impostos. Essa barreira alfandegária atinge em cheio os investimentos produtivos e a capacidade tecnológica nacional.

A nova regra pune o setor produtivo criando três faixas de taxação distintas e inflexíveis:

  • Produtos com imposto inferior a 7,2% agora enfrentam este percentual como piso fixo.
  • Bens antes tributados entre 7,2% e 12,6% sofreram reajuste compulsório para o teto de 12,6%.
  • Itens na faixa de 12,6% a 20% foram unificados sob a alíquota máxima de 20%.

O custo real da barreira tecnológica

A concorrência internacional atua como um catalisador vital de eficiência industrial. Mercados abertos facilitam a realocação de recursos financeiros para as companhias mais capacitadas.

Quando o governo eleva as tarifas de importação, o acesso das indústrias a ferramentas essenciais encarece rapidamente. Tecnologias vitais como Inteligência Artificial (IA) e hardwares avançados ficam distantes da realidade empresarial brasileira.

“A defesa da FecomercioSP é, assim, por uma redução gradual e previsível das alíquotas ao longo de quatro anos, até atingirem a média mundial (4%).”

Impacto nas pequenas empresas e a contradição diplomática

As Micro, Pequenas e Médias Empresas (PMEs) sofrem o golpe mais duro do pacote tributário. O encarecimento de equipamentos básicos sabota a entrada de novos competidores em posições de igualdade.

Segmentos estratégicos perdem fôlego competitivo em escala global de forma imediata. Áreas como comércio eletrônico, logística, saúde, finanças e educação enfrentam agora obstáculos financeiros severos para inovar.

A postura federal gera profunda estranheza nas relações exteriores do país. A diplomacia brasileira critica abertamente o protecionismo de outras nações, mas o governo aplica regras tarifárias punitivas no próprio território.

A urgência de reverter o isolamento aduaneiro

A representação do comércio paulista negocia ativamente com o Ministério da Fazenda e com o MDIC. O objetivo central é derrubar a atual resolução e retomar com seriedade o debate da abertura comercial.

Os dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) comprovam o isolamento econômico do país. A nação amarga a 27ª posição no ranking global de importações, respondendo por meros 1,5% das trocas mundiais.

Para romper essa estagnação perigosa, a redução das tarifas de importação surge como medida insubstituível. Somente a verdadeira integração aos mercados globais garantirá o avanço tecnológico contínuo da economia nacional.

  • Publicado: 19/01/2026
  • Alterado: 19/01/2026
  • Autor: 25/02/2026
  • Fonte: Clube Atlético Aramaçan