Tarifa de ônibus em SP sobe a partir do dia 5 de janeiro

Reajuste de 6% confirmado pela gestão Ricardo Nunes entra em vigor no dia 5 de janeiro de 2026. Valor supera inflação acumulada.

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A tarifa de ônibus na cidade de São Paulo sofrerá um reajuste oficial de R$ 0,30 a partir do dia 5 de janeiro de 2026. O novo valor passará dos atuais R$ 5,00 para R$ 5,30, conforme confirmado nesta segunda-feira (29) pela equipe do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

A decisão foi formalizada após reunião estratégica entre as pastas de transporte, mobilidade urbana e o setor financeiro do município. O aumento de 6% supera a inflação acumulada de 4,5% nos últimos 12 meses, medida pelo IPCA.

Embora o índice fique acima da inflação geral, a gestão municipal argumenta que o reajuste na tarifa de ônibus permanece inferior ao IPC-Fipe Transporte, que registrou variação de 6,5% no mesmo período.

Vale lembrar que a administração manteve o valor congelado em R$ 4,40 por cinco anos. Entre 2020 e 2025, houve apenas uma correção de 13,6%, enquanto a inflação do período ultrapassou 40%.

Segundo a Prefeitura, a capital paulista mantém uma das passagens mais acessíveis do país. O sistema atual permite que o usuário realize até quatro viagens no período de três horas com o uso do Bilhete Único.

Impacto da tarifa de ônibus nos custos e subsídios

A necessidade de equilibrar as contas públicas motivou a alteração no valor cobrado ao passageiro. O prefeito Ricardo Nunes já havia sinalizado a mudança, citando a pressão fiscal sobre o sistema de mobilidade.

Os subsídios repassados às empresas concessionárias ultrapassaram a marca de R$ 6 bilhões em 2025. A discrepância entre custo e arrecadação torna a manutenção do sistema financeiramente desafiadora sem novos aportes ou ajustes na tarifa de ônibus.

Dados recentes apontam a gravidade do cenário fiscal do transporte:

  • Custos Operacionais: Cresceram mais de R$ 492 milhões até outubro de 2025.
  • Arrecadação: Aumentou apenas R$ 410,3 milhões no mesmo intervalo.
  • Déficit: O sistema custou R$ 10,34 bilhões ao todo, arrecadando apenas R$ 4,3 bilhões.

Mesmo com o aporte recente de recursos públicos e o aumento anterior para R$ 5,00, o desequilíbrio persiste. A revisão contratual prevista para 2026 pode elevar os custos operacionais em mais 9,88%, segundo a Secretaria Municipal de Transportes.

Reajuste atinge cidades da Grande São Paulo

Não é apenas a capital que sentirá o peso no bolso. Municípios da Região Oeste Metropolitana também confirmaram aumentos significativos. A tarifa de ônibus nestas localidades subirá de R$ 5,80 para R$ 6,10.

O reajuste de 5,2% foi aprovado pelo Consórcio Intermunicipal da Região Oeste (CIOESTE). Os prefeitos alegam critérios técnicos para garantir a regularidade do serviço.

As cidades impactadas pelo novo valor a partir de 5 de janeiro incluem:

  • Osasco
  • Barueri
  • Carapicuíba
  • Jandira
  • Itapevi

O cenário econômico nacional, com o IPCA registrando variações contidas (0,18% em novembro), contrasta com a pressão inflacionária setorial do transporte. O mercado projeta uma inflação anual próxima a 4,5%, patamar que serviu de referência para as discussões sobre o aumento.

O novo valor será encaminhado à Câmara Municipal para os trâmites legais. Com os custos contratuais em ascensão e subsídios recordes, o debate sobre o financiamento do transporte público e o valor da tarifa de ônibus deve dominar a pauta política de 2026.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 29/12/2025
  • Fonte: Sorria!,