Tarcísio descarta criação de trem entre Rio Grande da Serra e Suzano
Governador afirma que transformar o trecho da MRS em linha de passageiros não é viável, mesmo com pressão por estações em Ouro Fino Paulista e Palmeiras
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 19/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O movimento para restabelecer o transporte de passageiros entre Rio Grande da Serra e Suzano voltou ao centro das discussões públicas. A pauta ressurgiu após nova mobilização do Movimento de Implantação de Trem entre Rio Grande da Serra e Suzano (MTRS), que defende a criação de estações em Ouro Fino Paulista e Palmeiras, duas regiões que enfrentam dificuldades de mobilidade e dependem de deslocamentos intermunicipais.
Nas redes sociais, moradores e lideranças locais destacaram possíveis benefícios da ligação ferroviária, reforçando a demanda histórica por alternativas ao transporte rodoviário.
Governo rejeita viabilidade da ligação ferroviária
Apesar da pressão crescente, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) reafirmou que transformar o trecho da ferrovia EF-479, operada pela MRS Logística, em um ramal de passageiros não integra as prioridades do governo estadual.
O governador argumenta que tanto Rio Grande da Serra quanto Suzano já possuem conexão com a malha metroferroviária, e que a maior parte dos deslocamentos da região é voltada ao centro de São Paulo, o que reduziria a efetividade da linha proposta.
Segundo Tarcísio, a conversão de uma ferrovia de cargas para uso misto seria “tecnicamente inviável”, além de não justificar o investimento público em razão da demanda projetada.
Estudos antigos e limitações técnicas persistem
A proposta não é nova. Em 2005, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) realizou um estudo que concluiu pela insuficiência de demanda para a operação de passageiros no trecho, ainda que estações em Ouro Fino, Palmeiras e Jardim Cacique tenham sido mapeadas no projeto preliminar, estimado à época para um universo de aproximadamente 80 mil moradores.

Hoje, a infraestrutura permanece dedicada exclusivamente ao transporte de cargas. A CPTM reforça que o trecho pertence à MRS, que opera com padrões e sinalizações incompatíveis com o transporte de passageiros.
Mobilização histórica e retomada do debate
Nos anos 2000, o Conseg de Palmeiras chegou a promover campanhas para a eletrificação da linha e a reativação do serviço, mas o projeto não avançou. Mesmo assim, sem novos estudos técnicos e diante da posição do governo estadual, a implantação do trem entre Rio Grande da Serra e Suzano permanece, por ora, sem perspectiva de execução.