Tarcísio de Freitas visita Bolsonaro em prisão domiciliar

O encontro contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro e do vereador Jair Renan

Crédito: Alan Santos/PR

Nesta segunda-feira, 29 de outubro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos, realizou uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra sob prisão domiciliar em Brasília. O encontro contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro e do vereador Jair Renan, ambos do PL.

Tarcísio chegou ao condomínio onde reside Bolsonaro, localizado no Jardim Botânico, por volta das 13h30. A solicitação para a visita foi feita pelo governador no dia 15 deste mês, mas somente agora recebeu a autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), devido à agenda de compromissos anteriores do ex-presidente.

Embora tenha registrado a viagem a Brasília em sua agenda oficial, Tarcísio não fez menção ao encontro com Bolsonaro. A expectativa em torno da visita é alta, considerando que os aliados pretendem discutir temas relevantes como as eleições presidenciais de 2026 e um projeto que visa a redução das penas para condenados por atos de golpismo, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados.

Recentemente, o cenário político para Tarcísio mudou; inicialmente visto como um forte candidato à presidência, seu foco agora parece ter se deslocado para a reeleição no estado de São Paulo. Durante o dia, deputados próximos ao governador reiteraram que sua prioridade é permanecer no cargo estadual e não concorrer ao Palácio do Planalto, embora haja espaço para reconsiderações até março de 2024, quando ele precisaria renunciar caso decidisse se candidatar à presidência.

Em relação ao polêmico projeto que propõe a redução das penas para Bolsonaro e outros envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, Tarcísio já expressou seu apoio. Os assessores do ex-presidente acreditam que ele pode aceitar um acordo relacionado a essa proposta, desde que haja garantias sobre a continuidade de sua prisão domiciliar. Enquanto isso, o PL busca uma anistia mais ampla; no entanto, a liderança do Congresso considera essa proposta pouco viável neste momento.

Como afilhado político de Bolsonaro, Tarcísio é visto como o candidato preferido por setores do centrão e pela classe empresarial. Contudo, suas oscilações entre posturas moderadas e alinhamentos com o bolsonarismo têm se tornado um obstáculo em sua trajetória rumo às eleições de 2026.

A avaliação inicial era de que um eventual apoio de Bolsonaro poderia ser declarado após seu julgamento no STF e diante da articulação em favor da anistia promovida por Tarcísio. No entanto, este cenário parece ter mudado drasticamente. A proposta de anistia perdeu força na Câmara e agora foi substituída por discussões sobre redução de penas. Enquanto isso, o ex-presidente mantém sua intenção de concorrer novamente e Eduardo Bolsonaro também confirmou sua candidatura independentemente da aprovação do pai.

A situação é ainda mais complexa com o crescimento da popularidade de Lula e sinais positivos vindos dos Estados Unidos em relação a Donald Trump. O recente discurso radical de Tarcísio contra o STF durante as celebrações do 7 de Setembro foi considerado um erro por seus apoiadores.

Tarcísio tem demonstrado cautela em sua potencial candidatura presidencial devido ao desânimo entre os aliados da direita diante da indecisão da família Bolsonaro sobre o futuro político. Apesar das expectativas em torno da indicação de Tarcísio como sucessor por parte do ex-presidente – que enfrenta 27 anos de prisão e está inelegível – essa possibilidade não se concretizou até o momento.

Antes do discurso no 7 de Setembro, Tarcísio obteve autorização do ministro Moraes para visitar Bolsonaro. Tentativas posteriores para agendar novas visitas foram frustradas pela recusa do ministro em priorizar os pedidos feitos pela defesa do ex-presidente.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 29/09/2025
  • Fonte: Sorria!,