Taka corre risco de ficar inelegível por abuso de poder econômico

Justiça Eleitoral analisa denúncia de que candidato do MDB usa super estrutura na campanha sem declarar as despesas

Taka corre risco de ficar inelegível por abuso de poder econômico

Crédito: Divulgação

O candidato do MDB à Prefeitura de Diadema, Taka Yamauchi, corre risco de ficar inelegível por gastos excessivos e omissão de informações. Representação protocolada na Justiça Eleitoral pede cassação do registro de candidatura de Taka por abuso de poder econômico pelo fato de omitir as despesas feitas durante a campanha.

A dois dias do primeiro turno das eleições municipais, Taka não declarou nenhum gasto eleitoral. Porém, nas ruas de Diadema, é possível ver windbanners, faixas, placas, carros de som, pessoas contratadas para panfletar e segurar bandeiras, entre outras ações de divulgação da campanha.

A representação judicial computou a existência de ao menos 382 windbanners, cujo valor unitário é de R$ 137, outros 45 caminhões de som. Há também a comprovação de distribuição de ao menos 39.500 panfletos, de locações de espaços para montagem de comitê, confecção de adesivos e até mesmo gastos com impulsionamento de conteúdo nas redes sociais.

Há ainda suspeitas de uso de estrutura da Prefeitura de São Paulo, como carros oficiais, para a campanha de Taka em Diadema – Taka foi presidente da SPObras, autarquia da Prefeitura paulistana, antes de se desincompatibilizar do cargo para concorrer às eleições.

“Trata-se, em verdade, de uma estrutura de campanha que privilegia a obscuridade e a trata como método – e, como se não bastasse, a afronta não é meramente contra a transparência, mas também contra a própria legislação eleitoral em si”, diz a representação assinada pelo escritório Ricomini Piccelli Advocacia.

A peça também traz outra irregularidade grave da campanha de Taka: pela Lei Eleitoral, ele deveria disponibilizar a primeira parcial de prestação de contas até o dia 13 de setembro, o que não foi feito. Até agora, os únicos registros são de doações – entre elas uma do próprio Taka, um de um empresário do ramo imobiliário, uma do diretório do MDB e duas de políticos de Ribeirão Pires, do ex-prefeito Kiko Teixeira e do ex-secretário jurídico Marco Aurélio Romaldini.

“Diante de todas as evidências de uma ampla mobilização de recursos na sua campanha, cabe indagar: o que o candidato Taka tem a esconder da Justiça Eleitoral e do controle público? Por que tamanha falta de transparência? E, sobretudo: qual a origem dos recursos empregados pelo candidato Taka em sua suntuosa estrutura de campanha?”, questiona o escritório.

O processo está registrado no número 0600465-04.2024.6.26.0222.

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  • Publicado: 04/10/2024 15:53
  • Alterado: 04/10/2024 15:53
  • Autor: Redação
  • Fonte: Assessoria