Suspeito de atirar em tenente da Rota entra na lista da Interpol
Hércules Costa Siqueira, apontado como autor do disparo contra o tenente Ronickson Pimentel, passou a integrar a lista vermelha da Interpol e poderá ser preso em qualquer país membro da organização.
- Publicado: 07/07/2026 08:13
- Alterado: 07/07/2026 09:20
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Interpol
A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) incluiu Hércules Costa Siqueira, de 45 anos, na lista de difusão vermelha de fugitivos. O indivíduo é apontado como o autor dos disparos que atingiram a cabeça de um tenente da Rota no dia 27 de junho. O crime ocorreu na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
O pedido de alerta internacional partiu da Polícia Civil de São Paulo. A corporação detectou movimentações do suspeito no sentido de escapar das autoridades estaduais. Dados do setor de inteligência indicam o risco iminente de fuga de Siqueira para países vizinhos por meio de rotas fronteiriças terrestres.
“A publicação determina que, caso o procurado seja localizado em qualquer país membro da Interpol, as autoridades competentes realizem sua prisão provisória”, detalhou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) paulista em nota oficial. O governo exige a comunicação imediata ao escritório da entidade em Brasília para agilizar a extradição.
Recompensa e investigações sobre o caso do tenente da Rota
As forças de segurança oferecem o pagamento de R$ 50 mil por informações exatas sobre o paradeiro do foragido. Siqueira acumula antecedentes criminais por crimes de roubo e homicídio e, segundo o inquérito, ocupava a garupa da motocicleta utilizada no ataque contra o tenente da Rota.
A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária do acusado pelo prazo de 30 dias. A determinação judicial levou em conta a gravidade da tentativa de homicídio qualificado e a estruturação prévia do crime. Os investigadores constataram que uma facção criminosa dividiu funções e rastreou os passos da vítima antes dos disparos.
Mortes de suspeitos e boletim médico
A busca pelos atiradores desencadeou perseguições e intervenções letais nos dias subsequentes ao atentado. Unidades do 1º Batalhão de Polícia de Choque entraram em confronto com indivíduos nas zonas leste e sudeste da capital. Os registros policiais atestam as mortes, mas as apurações oficiais descartam, até o momento, a participação direta desses baleados no ataque de junho.
O policial atingido luta pela vida na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual Mário Covas, sediado em Santo André. A equipe médica realizou a substituição do dreno intracraniano no fim de semana e os exames de tomografia atestaram a ausência de novos sangramentos na região afetada.
O quadro neurológico exigirá o desmame gradativo dos sedativos ao longo da semana, procedimento associado a uma traqueostomia para proteção respiratória. A sociedade civil pode repassar dados fundamentais ao Disque Denúncia via telefone 181 ou plataforma digital, com sigilo assegurado pelas autoridades, para ajudar a solucionar o ataque sofrido pelo tenente da Rota.