SUS terá vacina contra vírus que causa bronquiolite
Imunizante será aplicado em gestantes para proteger recém-nascidos do vírus sincicial respiratório (VSR).
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 15/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Uma nova estratégia de saúde pública será implementada no Brasil a partir de novembro. O Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) ao Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante, destinado a gestantes, visa proteger os bebês contra as formas graves da infecção, como a bronquiolite e a pneumonia, nos seus primeiros e mais vulneráveis meses de vida.
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Como funcionará a imunização contra o VSR
A campanha de vacinação será focada em grávidas que estejam entre a 32ª e a 36ª semana de gestação. A lógica por trás dessa escolha é permitir a transferência de anticorpos da mãe para o feto, garantindo que o recém-nascido já venha ao mundo com uma defesa inicial contra o vírus. “A vacina tem potencial para prevenir cerca de 28 mil internações por ano, oferece proteção imediata aos recém-nascidos e beneficiará aproximadamente 2 milhões de bebês“, destaca a pasta.
A inclusão oficial no Calendário Nacional de Vacinação do SUS está confirmada, com as primeiras doses previstas para a segunda quinzena de novembro, embora a data exata ainda não tenha sido divulgada. O imunizante é fruto de uma parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer, com planos para que a produção se torne totalmente nacional a partir de 2026.
A importância de combater o vírus
O VSR é o principal agente causador de infecções respiratórias graves em crianças pequenas. Segundo dados do Ministério da Saúde, ele é responsável por até 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em menores de dois anos. A eficácia da nova vacina é de aproximadamente 82% na prevenção de hospitalizações de bebês com menos de seis meses.
A prioridade inicial será para os municípios com altas taxas de natalidade e histórico de surtos graves da doença. Em 2023, o impacto do VSR foi expressivo: dos 247 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país, 26% estavam associados ao vírus. Entre os bebês com menos de um ano, foram registradas 60 mil ocorrências e 889 óbitos.
Sintomas e riscos associados ao VSR
A transmissão do vírus sincicial respiratório ocorre de maneira simples e rápida, por meio de gotículas de saliva liberadas na tosse ou espirro, e pelo contato com objetos contaminados. Os sintomas podem variar desde um simples resfriado, com coriza e tosse, até quadros severos de insuficiência respiratória, com chiado no peito e dificuldade para respirar.
Bebês prematuros, ou aqueles com doenças pulmonares e cardiopatias congênitas, formam o grupo de maior risco para desenvolver complicações graves. Antes da chegada da vacina, a única forma de prevenção consistia em medidas de higiene, como a lavagem constante das mãos e evitar o contato dos pequenos com pessoas doentes.