SUS pode ampliar acesso a implantes subdérmicos de etonogestrel para mulheres

A consulta pública da Conitec avaliará a inclusão do método contraceptivo de longa duração no Sistema Único de Saúde até o dia 14 de março

Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) acaba de abrir consulta pública para avaliar a ampliação do uso de implantes subdérmicos de etonogestrel no SUS. O método, classificado como contraceptivo de longa duração (LARC, na sigla em inglês), poderá ser ofertado pelo governo federal a mulheres de 18 a 49 anos como parte da política de planejamento reprodutivo.A consulta ficará aberta até o dia 14 de março e pode ser acessada pelo link: https://www.gov.br/participamaisbrasil/consulta-publica-conitec-sectics-n-18-2025-etonogestrel.

Potencial de impacto na saúde reprodutiva feminina

Estima-se que, em cinco anos, pelo menos 4,43 milhões de mulheres poderiam optar por essa forma de contracepção de longa duração no SUS. O implante subdérmico de etonogestrel apresenta uma eficácia de 99,95% na prevenção de gravidez não planejada, sendo inserido rapidamente no braço da mulher e com duração de 3 anos. Atualmente, a única alternativa de contracepção de longa duração oferecida pelo SUS é o dispositivo intrauterino (DIU), que requer equipe médica especializada e preparo prévio da paciente.

Alta taxa de gestações não planejadas no Brasil

No Brasil, cerca de 1,8 milhão de gestações por ano não são planejadas, o que representa 55,4% de todos os partos realizados. O aumento do acesso a métodos contraceptivos como o implante subdérmico pode ajudar a reduzir esse índice, promovendo uma maior autonomia reprodutiva para as mulheres.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 27/03/2025
  • Fonte: Sorria!,