SUS passa a garantir mamografia para mulheres a partir dos 40 anos
O Ministério da Saúde amplia o acesso à mamografia para mulheres de 40 a 74 anos no SUS, visando o rastreamento precoce do câncer de mama.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 23/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Na última terça-feira (23), o Ministério da Saúde anunciou uma importante mudança nas diretrizes de rastreamento do câncer de mama, permitindo que mulheres entre 40 e 49 anos tenham acesso à mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo na ausência de sintomas ou sinais da doença.
De acordo com a pasta, liderada por Alexandre Padilha (PT), serão revogadas as normas atuais que dificultavam o acesso ao exame nessa faixa etária, promovendo uma maior inclusão no rastreamento precoce do câncer.
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A ampliação do rastreamento também se estende a mulheres com 50 anos ou mais, com a recomendação de que a mamografia seja realizada a cada dois anos. Além disso, a idade limite para realização do exame foi elevada de 69 para 74 anos. Essa mudança é respaldada por dados que indicam que quase 60% dos casos de câncer de mama ocorrem em mulheres entre 50 e 74 anos, destacando o envelhecimento como um fator relevante para a incidência da doença.
Para as mulheres na faixa etária de 40 a 49 anos, o exame deverá ser realizado mediante solicitação médica, considerando a situação clínica individual. O ministério destacou que muitas dessas mulheres enfrentavam barreiras para obter o exame na rede pública devido à exigência de histórico familiar ou sintomas evidentes.
Atualmente, as mamografias realizadas no SUS em pacientes com menos de 50 anos representam cerca de 30% do total, somando mais de um milhão de exames previstos para 2024. O câncer de mama continua sendo o tipo mais prevalente entre as mulheres, com mais de 37 mil novos casos e aproximadamente 19 mil mortes registradas em 2022, conforme os dados oficiais.
No último ano, o SUS realizou cerca de quatro milhões de mamografias para rastreamento e aproximadamente 376,7 mil exames diagnósticos. Além das mudanças relacionadas ao rastreamento, o ministério também anunciou a introdução de novos medicamentos para tratamento do câncer de mama no SUS, a partir de outubro deste ano.
Entre os novos fármacos está o trastuzumabe entansina, indicado para pacientes que ainda apresentam sinais da doença após a quimioterapia inicial e antes da cirurgia. Outros medicamentos incluem os inibidores de ciclinas (abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe), voltados para casos avançados ou metastáticos da doença.
O ministro Padilha enfatizou que esses são medicamentos inovadores, adquiridos por meio de negociações que possibilitaram descontos significativos, chegando até 50%. Além disso, ele orientou que qualquer pessoa que perceba sinais ou sintomas como nódulos nas mamas, alterações na pele ou secreções anormais procure atendimento médico imediatamente.
O projeto Saúde Pública conta com o apoio da Umane, uma associação civil dedicada a promover iniciativas voltadas à saúde e bem-estar da população.