Suprema Corte do Reino Unido define "mulher" com base no sexo biológico; J.K. Rowling comemora

Decisão histórica reacende debate sobre direitos de pessoas trans e proteção de espaços exclusivos para mulheres

Crédito: Divulgação

A Suprema Corte do Reino Unido definiu, nesta quarta-feira (16), que o termo “mulher” deve ser interpretado com base no sexo biológico, em uma decisão que promete alterar o cenário dos direitos trans no país. A medida impacta diretamente a inclusão de mulheres trans em ambientes exclusivamente femininos, como abrigos, enfermarias e competições esportivas.

Reação de J.K. Rowling

A autora britânica J.K. Rowling, conhecida por suas posições críticas em relação à inclusão de pessoas trans em espaços femininos, celebrou publicamente o resultado. Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), a criadora da série Harry Potter compartilhou uma imagem onde aparece fumando um charuto e segurando um drink, acompanhada da frase: “Eu adoro quando um plano dá certo”, além das hashtags “Suprema Corte” e “direitos das mulheres”.

Rowling tem sido uma das vozes mais influentes entre os críticos das políticas de inclusão trans, frequentemente argumentando que tais medidas colocam em risco os direitos e a segurança de mulheres cisgênero.

Ativismo e reações públicas

O julgamento teve como ponto central a interpretação da Lei da Igualdade de 2010, que previa a equiparação de direitos entre mulheres cis e trans, desde que estas tivessem o Certificado de Reconhecimento de Gênero. Desde a criação desse documento, em 2004, cerca de 8.500 pessoas o obtiveram no Reino Unido, conforme dados do governo escocês.

No entanto, a organização For Women Scotland (FWS) contestou judicialmente essa aplicação da lei, defendendo que a proteção deveria ser restrita a quem nasceu biologicamente mulher. Manifestantes com cartazes como “mulher nasce mulher” se reuniram em frente ao tribunal durante o julgamento.

Entre os apoiadores da decisão está a ex-jogadora de vôlei brasileira Ana Paula Henkel, que usou as redes sociais para elogiar Rowling: “Obrigada por não aceitar o silêncio como opção. Que dia maravilhoso para os direitos das mulheres”, escreveu.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/04/2025
  • Fonte: FERVER