Superávit primário do Brasil cresce para R$ 3,6 Bilhões em março de 2025, revela BC
Esse resultado representa uma melhora significativa em comparação ao mesmo mês do ano anterior
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 30/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
O Banco Central do Brasil divulgou, nesta terça-feira (30), que o setor público consolidado – composto pela União, Estados, municípios e empresas estatais – obteve um superávit primário de R$ 3,6 bilhões em março de 2025. Esse resultado representa uma melhora significativa em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando o superávit foi de R$ 1,2 bilhão.
No primeiro mês deste ano, o Governo Central, que abrange o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o próprio Banco Central, apresentou um superávit de R$ 2,3 bilhões. Por sua vez, os governos regionais conseguiram um superávit ainda maior, alcançando R$ 6,5 bilhões.
A análise do Banco Central também revela que as empresas estatais contribuíram positivamente para o resultado de março, apresentando um superávit de R$ 566 milhões.
Considerando o acumulado nos últimos 12 meses, o déficit primário do setor público totalizou R$ 13,5 bilhões, correspondendo a 0,38% do Produto Interno Bruto (PIB). Este número demonstra uma redução em relação ao mês anterior: em fevereiro de 2025, o déficit primário havia sido de R$ 15,9 bilhões ou 0,13% do PIB.
Além disso, os dados indicam que os juros nominais do setor público consolidado atingiram R$ 75,2 bilhões em março deste ano, um aumento em relação aos R$ 64,2 bilhões do mesmo mês do ano passado.
No acumulado dos últimos 12 meses até março de 2025, os juros nominais totalizaram R$ 935 bilhões, representando 7,8% do PIB. Como consequência desse cenário, o resultado nominal do setor público consolidado ficou deficitário em R$ 71,6 bilhões no mês.
O Banco Central informou que no acumulado dos últimos 12 meses até março de 2025, o déficit nominal alcançou R$ 948,5 bilhões (equivalente a 7,92% do PIB), comparado a um déficit nominal de R$ 939,8 bilhões (7,91% do PIB) registrado em fevereiro deste ano.
Quanto à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que inclui o governo federal e os governos estaduais e municipais assim como o INSS, atingiu em março a marca de 75,9% do PIB ou R$ 9,1 trilhões. Este valor mostra uma leve redução de 0,2 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) por sua vez registrou um montante de R$ 7,4 trilhões em março deste ano, correspondente a 61,6% do PIB. Esse resultado indica um aumento de 0,2 p.p. na comparação mensal.
Segundo dados apresentados pelo BC, no acumulado do ano a DLSP subiu em 0,1 p.p. do PIB. Essa elevação é atribuída principalmente aos impactos dos juros nominais (+1,6 p.p.), à valorização cambial acumulada (+0,9 p.p.), ao superávit primário (-0,7 p.p.), à variação do PIB nominal (-1,2 p.p.) e aos ajustes relacionados à dívida externa líquida (-0,4 p.p.).