Super Bowl terá ausência de Trump após críticas a Bad Bunny
Presidente aponta distância e descontentamento com atrações musicais como motivos para não comparecer à decisão da NFL hoje.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 08/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Secult PMSCS
A ausência de Donald Trump no Super Bowl deste ano foi confirmada pelo próprio presidente, que não comparecerá ao Levi’s Stadium hoje à noite. Embora o republicano tenha marcado presença na edição anterior em Nova Orleans — tornando-se o primeiro presidente em exercício a ir à final da NFL —, desta vez ele optou por declinar o convite para o confronto entre Seattle Seahawks e New England Patriots.
O mandatário alegou questões logísticas para justificar a falta. Em declaração recente, Trump enfatizou que a localização do estádio dificultaria sua participação no evento esportivo mais assistido do país.
“É muito longe. Eu iria. Já tive ótimas experiências no Super Bowl. Eles gostam de mim.” — afirmou Donald Trump ao New York Post.
Polêmica com as atrações musicais
Além da logística, a escolha dos artistas para o show do intervalo pesou na decisão. O presidente teceu críticas duras às apresentações agendadas do porto-riquenho Bad Bunny e da banda americana Green Day. Ambos os artistas mantêm um histórico de oposição pública às políticas do atual governo.
Para Trump, a organização do Super Bowl errou na curadoria artística. Ele classificou as escolhas como “terríveis” e acusou os músicos de “semearem ódio”. A tensão política é evidente, especialmente com Bad Bunny, que será o primeiro artista latino-americano a liderar o espetáculo.
O cantor porto-riquenho utiliza sua plataforma para protestar contra políticas anti-imigração. Na faixa “Nuevayol”, ele incluiu uma voz que imita o presidente pedindo desculpas aos imigrantes. Billie Joe Armstrong, vocalista do Green Day, foi ainda mais incisivo no passado, chegando a comparar a retórica de Trump à de figuras autoritárias históricas em entrevista à revista Kerrang.
Super Bowl reedita final histórica e busca novos heróis
Dentro das quatro linhas, a expectativa é de alta competitividade. Seattle Seahawks e New England Patriots protagonizam uma revanche de uma das decisões mais eletrizantes da história do Super Bowl. Há 11 anos, a franquia de New England superou o rival por 28 a 24 em um desfecho dramático.
Aquele jogo ficou marcado pela interceptação de Malcolm Butler na linha de uma jarda, impedindo o touchdown da vitória de Seattle nos segundos finais. Desde a fatídica noite de 1° de fevereiro de 2015, os Seahawks jamais retornaram a uma edição do evento e veem no jogo de hoje a chance definitiva de redenção.
Do outro lado, os Patriots tentam consolidar uma nova era. A equipe busca seu primeiro troféu sem a presença lendária de Tom Brady, responsável por todas as seis conquistas anteriores da franquia. A responsabilidade recai agora sobre o jovem quarterback Drake Maye, de apenas 23 anos.
Caso vença, Maye se tornará o titular mais jovem da posição a levantar o troféu Vince Lombardi. A partida tem início às 20h30 (de Brasília) e promete parar os Estados Unidos, independentemente da ausência política nas tribunas deste Super Bowl.