Super Bowl 2026: horário, onde assistir e show de Bad Bunny

Saiba tudo sobre a final da NFL entre Patriots e Seahawks, veja as opções de transmissão e entenda o impacto histórico do show do intervalo.

Crédito: Montagem Thiago Antunes/ABCdoABC

O Super Bowl define o grande campeão da temporada 2025 da NFL neste domingo, 8 de fevereiro. A partida começa às 20h30 (horário de Brasília) no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia. Esta sexagésima edição do evento não apenas coloca frente a frente New England Patriots e Seattle Seahawks, mas também promete entrar para a história com uma apresentação culturalmente impactante no intervalo.

A magnitude do evento transcende o esporte. Enquanto as duas franquias buscam a glória eterna no futebol americano, os olhos do mundo também se voltam para o palco central. O motivo é a presença de Bad Bunny, que traz o reggaeton e a resistência cultural porto-riquenha para o centro do showbusiness norte-americano.

Abaixo, preparamos um guia completo e definitivo. Você encontrará as melhores opções para assistir ao jogo, uma análise técnica do confronto e um mergulho profundo no que esperar do “Coelhão” no palco da NFL.

Onde assistir ao Super Bowl LX ao vivo

A distribuição de conteúdo da liga no Brasil atingiu um novo patamar de acessibilidade. Para garantir que você não perca nenhum lance do Super Bowl, as opções variam entre TV fechada, streaming e sinal aberto (com restrições de horário).

Confira a lista oficial de transmissores:

  • ESPN e Disney+: Exibição tradicional com narradores e comentaristas especializados, cobrindo o pré-jogo e a cerimônia de premiação completa.
  • Sportv: Transmissão focada no público brasileiro de TV por assinatura, com equipe própria in loco.
  • NFL League Pass (DAZN): Opção para quem prefere a transmissão original em inglês (ou em português) via streaming global da liga.
  • Ge TV (YouTube): Alternativa digital gratuita e acessível para dispositivos móveis e Smart TVs.
  • Multishow: Foco exclusivo na transmissão ao vivo do Show do Intervalo de Bad Bunny, ideal para quem prioriza a música sobre o esporte.

Atenção para a TV Aberta: A Globo detém os direitos, mas não exibirá a partida ao vivo desde o início. A emissora programou um compilado especial com os melhores momentos e o desfecho do jogo para ir ao ar após o Big Brother Brasil, por volta de 00h15 de segunda-feira.

Patriots x Seahawks: O confronto de novas eras no Super Bowl LX

Divulgação/NFL

Chegar ao Super Bowl LX é a coroação de processos de reconstrução bem-sucedidos para ambas as equipes. Esqueça as dinastias passadas; o duelo deste domingo apresenta novos protagonistas que revitalizaram franquias históricas.

Pelo lado do New England Patriots, a narrativa gira em torno de Drake Maye. O jovem quarterback assumiu a responsabilidade de liderar o ataque sob a tutela do técnico Mike Vrabel. A defesa sólida, marca registrada de Vrabel, foi o pilar que sustentou a campanha até a Califórnia.

Já o Seattle Seahawks aposta na redenção e na consistência. Sam Darnold, muitas vezes questionado no início da carreira, encontrou em Seattle o sistema ideal para seu talento. Comandado por Mike Macdonald, o time apresenta um futebol americano equilibrado, capaz de controlar o relógio e explorar falhas defensivas adversárias. Vencer este Super Bowl seria a validação final para o trabalho de reconstrução de Macdonald.

Bad Bunny no Super Bowl: Muito além da música

Super Bowl: Bad Bunny é anunciado para o show do intervalo
Divulgação

O Show do Intervalo do Super Bowl deste ano carrega um peso simbólico inédito. Pela primeira vez na história, a atração principal é um artista que performa 100% em espanhol, sem concessões ao mercado americano. Bad Bunny sobe ao palco não apenas como um astro do pop, mas como uma voz política e cultural de Porto Rico.

A escolha da NFL por Benito Antonio Martinez Ocasio reflete a realidade demográfica e cultural dos Estados Unidos, mas também gera atritos. Setores conservadores, incluindo o ex-presidente Donald Trump, criticaram a escolha, classificando-a como “terrível”. Essa polarização apenas aumenta a expectativa sobre a performance.

A ascensão do “Rey del Pop” caribenho

Com uma década exata de carreira, Bad Bunny consolidou-se como o maior nome da música pop global cantando sobre a realidade de sua ilha. Seu álbum mais recente, Debí tirar más fotos, abre com a faixa “Nuevayol” e foi aclamado como “Álbum do Ano” no Grammy.

A vitória no Grammy foi histórica: a Recording Academy premiou uma obra inteiramente em espanhol na categoria principal. O feito ocorre em um cenário político tenso, onde a agência de imigração americana (ICE) mantém políticas de tolerância zero que afetam diretamente a comunidade latina.

Benito não ignora esse contexto. Suas letras misturam reggaeton, dembow, salsa e bomba com mensagens de resistência. Ele canta sobre a condição colonial de Porto Rico — um território não incorporado dos EUA cujos cidadãos não têm representação no Congresso nem direito a voto presidencial.

“Ele sempre se posicionou contra injustiças e a favor de causas importantes para ele. Isso não parece impactar seu status de celebridade, o que vai contra muitas expectativas.” — Petra Rivera-Rideau, pesquisadora e autora de P FNK R.

Impacto econômico e a turnê no Brasil

A relevância de Bad Bunny vai além do discurso. Sua recente residência artística em San Juan gerou um impacto econômico direto de US$ 200 milhões na ilha. A turnê, que agora passa pela América do Sul, tem datas confirmadas no Brasil logo após o Super Bowl.

Os fãs brasileiros, que carinhosamente o apelidaram de “Coelhão”, poderão vê-lo nos dias 20 e 21 de fevereiro no Allianz Parque, em São Paulo.

A vinda ao Brasil marca uma abertura do mercado nacional aos ritmos vizinhos. O consumo de música latina em espanhol no país cresceu exponencialmente, impulsionado por colaborações estratégicas entre artistas brasileiros (como Anitta e Luísa Sonza) e ícones do reggaeton. O álbum Debí tirar más fotos, descrito como uma carta de amor a Porto Rico, foi o disco em espanhol mais ouvido no Spotify Brasil em 2025.

Estilo e quebra de paradigmas

Quem assistir ao intervalo do Super Bowl verá um artista que desafia estereótipos. Bad Bunny rompeu com a imagem do “macho” tradicional do reggaeton. Desde o single “Soy Peor” (2016), ele expõe vulnerabilidade emocional. Visualmente, ele transita entre gêneros, usando unhas pintadas e peças de vestuário feminino, como o famoso terno com corselet usado no Grammy.

Essa postura também se reflete em sua defesa da comunidade LGBTQIAP+. Um exemplo marcante foi sua aparição na TV americana denunciando o assassinato de uma mulher trans em Porto Rico, criticando a polícia local por desrespeitar a identidade de gênero da vítima.

Apesar de contradições apontadas por críticos — como letras antigas que objetificam mulheres ou disputas judiciais por direitos autorais — a autenticidade de Bad Bunny o tornou uma figura diplomática não oficial. Ele conecta a juventude latina globalizada através de um barítono profundo e inovador.

Expectativa para o Super Bowl LX

A noite em Santa Clara promete ser longa e memorável. Seja pela disputa tática entre Vrabel e Macdonald, pela batalha de quarterbacks entre Maye e Darnold, ou pela revolução cultural liderada por Bad Bunny no intervalo, o evento de hoje é imperdível.

A NFL sabe que o mundo mudou, e o Super Bowl de 2026 é o reflexo perfeito dessa transformação. Prepare a pipoca, sintonize no seu canal favorito e acompanhe a história sendo escrita em tempo real.

  • Publicado: 03/02/2026
  • Alterado: 03/02/2026
  • Autor: 08/02/2026
  • Fonte: Pocah