STM contrata Seade para realizar pesquisas sobre transportes

Com dados coletados pela Seade, a STM fará o mapeamento e estudo de deslocamento para consolidar o Plano Integrado de Transportes Urbanos

Crédito: Jean Carlos

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) assumiu o protagonismo no redesenho da mobilidade paulista ao iniciar o desenvolvimento do novo Plano Integrado de Transportes Urbanos (PITU). Para viabilizar este projeto de Estado, a STM contratou a Fundação Seade em um acordo de R$ 15,3 milhões, assinado no último dia 30 de dezembro. Nesta estrutura, a fundação funcionará como o braço operacional de campo, enquanto a STM será a responsável intelectual por transformar os dados brutos em inteligência logística e soluções sustentáveis para as próximas décadas.

A Seade terá a missão técnica de realizar a coleta domiciliar de informações e o processamento de dados de telefonia móvel. Uma vez coletados, esses insumos serão entregues à STM, que conduzirá integralmente o mapeamento das informações e o estudo detalhado das pesquisas de deslocamento. Esse estudo é o alicerce do PITU, permitindo que a secretaria identifique com precisão cirúrgica onde o sistema precisa de integração, novos modais ou otimização de rotas para atender ao cidadão de forma mais eficiente.

O papel da STM no mapeamento e estudo da mobilidade

O grande diferencial desta iniciativa reside no rigor analítico que a STM aplicará sobre os dados fornecidos pela Seade. O mapeamento das informações permitirá à secretaria cruzar dados de origem e destino com as novas tendências de trabalho e lazer surgidas nos últimos anos. Com o estudo das pesquisas de deslocamento em mãos, a pasta terá subsídios para:

  1. Mapear fluxos: Entender o movimento pendular entre cidades metropolitanas;
  2. Projetar demandas: Antecipar o crescimento populacional e a necessidade de novos eixos de transporte;
  3. Integrar sistemas: Criar soluções tarifárias e operacionais que conectem ônibus, trens e modais complementares.

Essas análises feitas pela STM são fundamentais para que o investimento público seja aplicado onde há maior impacto social e ambiental, reduzindo o tempo de viagem e a emissão de poluentes.

Cronograma de campo executado pela Seade

Sob a coordenação e diretrizes da secretaria, a Seade inicia a coleta de dados pela Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) neste primeiro semestre de 2026. O estudo abrange Jundiaí, Louveira, Cabreúva, Itupeva, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, impactando diretamente 843,5 mil habitantes. A amostragem de 6 mil domicílios fornecerá a base primária para os primeiros mapas de deslocamento que a STM irá produzir.

Para o segundo semestre, o cronograma operacional da Seade prevê a expansão para as regiões de Sorocaba, Vale do Paraíba e Litoral Norte. O mapeamento completo de todas as regiões metropolitanas paulistas (exceto São Paulo) e da Aglomeração Urbana de Franca deve ser concluído pela STM até 2028, conforme as etapas de coleta forem finalizadas.

Tecnologia a serviço do planejamento estatal

A integração entre as entrevistas domiciliares e os dados de telefonia móvel, operados pela Seade, garante à STM uma massa de dados inédita em termos de precisão. No entanto, é no gabinete da secretaria que a tecnologia se transforma em política pública. Ao estudar as pesquisas de deslocamento, a STM traduz números em o planejamento real que norteia o PITU, assegurando que o interior e o litoral paulista recebam uma infraestrutura de transportes moderna, conectada e de padrão global.

Dessa forma, a parceria técnica com a fundação garante a matéria-prima, mas é a expertise da STM que garantirá a entrega de um sistema de transporte público que verdadeiramente entenda e atenda à rotina dos moradores de São Paulo.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 09/01/2026
  • Fonte: Fever