STF tem que se manifestar quando há cerceamento de defesa, diz Cunha

Depois de ser derrotado na CCJ em análise sobre seu processo de cassação, Cunha afirmou que o STF tem o dever de se manifestar, se for questionado, quando há cerceamento de defesa

Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil

Com a rejeição de recurso na CCJ, a recomendação de cassação feita pelo Conselho de Ética deve ser julgada em agosto no plenário.

Em entrevista, Cunha fez uma série de críticas aos procedimentos do Conselho de Ética e da CCJ, aos quais considera irregulares. “Vou ter o direito ainda de fazer muitos recursos e irei fazê-los para exercer o meu direito de defesa”, disse. Questionado se haveria tempo para a análise do Judiciário, dado o período de recesso e a previsão de votação do processo em plenário já no mês que vem, respondeu que irá entrar com um pedido de liminar na Corte no dia 1º de agosto.

O parlamentar se mostrou confiante na reversão do quadro para que consiga salvar seu mandato. Afirmou ainda que vai pessoalmente ao plenário para fazer sua defesa. Sobre a possibilidade de ter processos transferidos para a primeira instância da Justiça caso perca o mandato, respondeu: “Não tenho medo de nada”.

Ao deixar a Câmara – enquanto ouvia gritos de “tchau, querido” – Cunha ainda afirmou que pretende sair da residência oficial da presidência da Casa “o mais rápido possível”, ressaltando que certamente será até o fim deste mês. O imóvel é um dos últimos direitos de presidente da Câmara que o peemedebista ainda desfruta depois de renunciar ao cargo.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: FERVER