STF prorroga inquéritos nos casos das milícias digitais e suposta interferência da PF
Ministro Alexandre de Moraes dá prazo extra de 90 dias para apuração dos inquéritos sobre Bolsonaro
- Publicado: 26/01/2026
- Alterado: 11/10/2021
- Autor: Redação
- Fonte: Maria Clara e JP
Nesta segunda-feira (11), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes prorrogou o prazo de 90 dias às investigações envolvendo o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) e seus aliados.
Dentre os inquéritos prorrogados por Moraes, um deles diz respeito as supostas interferências do presidente à Polícia Federal, apontadas pelo ex-ministro da Sérgio Moro. Neste, o ministro já havia deliberado que em até 30 dias, seja tomado o depoimento do presidente Jair Bolsonaro, apontando como sendo uma das últimas diligências realizadas pelas investigações.
No outro inquérito, são apurados indícios e provas e indícios que apontam para a existência de uma milícia digital. As investigações da Polícia Federal levantam suspeitas para a existência de uma organização criminosa que teria agido com a finalidade de atentar contra a democracia, articulando-se em núcleos de produção, publicação e financiamento político, além dos indícios de que esse rupo seja abastecido com dinheiro público.
Na extensão de prazo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes é relator em ambos os casos, e dessa forma quer que sejam apuradas:
Da possibilidade de interferência política e Bolsonaro no comando da PF, além da existência ou não de uma milícia digital que atue contra democracia e o Estado democrático de direito.
Sobre as investigações, ambas estão sob a responsabilidade da Polícia Federal, sendo no caso da ‘milícia digital’, tem a frente a delegada Denisse Dias Rosas Ribeiro, que na semana passada já havia solicitado a prorrogação ao STF. Dentre as diligências pendentes, falta ainda o depoimento de um dos influenciadores do governo, o escritor Olavo de Carvalho, que de acordo com a PF, pode ter relação com a ‘milícia digital’.