STF mantém delação de Mauro Cid e combate ‘Milícias Digitais’ em caso de Bolsonaro

STF avalia denúncia contra Bolsonaro e destaca combate às 'milícias digitais' em meio a delação polêmica; entenda os desdobramentos!

Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

Na sessão recente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), os ministros discutiram a aceitação da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete indivíduos, sob suspeita de tentativa de golpe. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, fez menção às atividades de grupos que classificou como “milícias digitais” durante a análise de um pedido para anular a delação premiada do tenente coronel Mauro Cid, que atuou como ajudante de ordens de Bolsonaro.

O pedido para anulação da delação foi negado, e Moraes defendeu a manutenção da colaboração, enfatizando que decidiu tornar públicos os áudios e vídeos da delação para evitar distorções das informações pelas “milícias digitais”. “Estamos cientes de que essas milícias continuam em ação, inclusive neste julgamento, buscando fragmentos para criar narrativas enganosas. A especialidade delas é a produção e disseminação de fake news com o objetivo de intimidar o Poder Judiciário”, declarou o ministro.

Alexandre de Moraes reiterou que as tentativas de intimidação não tiveram sucesso até o momento. “Se até agora não conseguiram intimidar o Judiciário, certamente não o farão por meio dessas milícias digitais, sejam elas nacionais ou internacionais. O Brasil é uma nação soberana e independente”, afirmou.

O magistrado também destacou que as defesas têm total acesso ao processo e demonstraram que não houve qualquer coação ou irregularidade na audiência realizada para validar a continuidade do acordo de delação, que contou com a supervisão do procurador-geral da República e dos advogados presentes. “Reitero: em nenhum momento este Supremo Tribunal Federal, através do relator, interferiu no conteúdo ou nos termos do acordo de colaboração premiada; apenas exerceu o que a legislação prevê”, concluiu Moraes.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 25/03/2025
  • Fonte: FERVER