STF autoriza visitas a Jair Bolsonaro na prisão em Brasília
Moraes autoriza visitas de Carlos, Flávio e Jair Renan a Bolsonaro, mas veta Eduardo
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 02/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou visitas a Jair Bolsonaro para membros de sua família, enquanto cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (2) e atende a um pedido formal da defesa do ex-presidente.
Regras para as visitas

Inicialmente solicitada para o filho Carlos Bolsonaro no dia 6 de janeiro, a autorização foi ampliada pelo ministro para permitir visitação permanente de quase todos os familiares. As regras incluem:
- Duração máxima de 30 minutos por visita;
- Limite de duas pessoas por dia;
- Encontros realizados de forma separada.
Entre os autorizados estão os filhos Carlos, Jair Renan, Laura e o senador Flávio (PL), além da enteada Letícia. Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos, não foi incluído na permissão. A esposa Michelle já possuía autorização prévia para visitas.
Condições de saúde de Jair Bolsonaro

Durante as festividades de Natal e Réveillon, Bolsonaro esteve internado em hospital de Brasília, realizando quatro procedimentos cirúrgicos — um para correção de hérnia e três para tratar crises persistentes de soluço. Exames revelaram ainda apneia do sono grave, com necessidade de uso do aparelho CPAP, e uma condição rara que exigirá fisioterapia contínua.
Em busca de cuidado para a saúde mental, ele solicitou e recebeu prescrição de medicamentos antidepressivos.
Pedido de prisão domiciliar rejeitado

A defesa do ex-presidente reiterou o pedido de transferência para prisão domiciliar após a internação, visando melhor atendimento médico. Contudo, Moraes negou a solicitação em 1º de janeiro.
Bolsonaro cumpre prisão preventiva desde 22 de novembro, após tentativa de romper sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. A decisão foi confirmada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte.